domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
.:. TV PUC-Rio .:.
Entrevista concedida à TV PUC-Rio sobre os direitos de transmissão do campeonato brasileiro
Transmitir jogos de futebol pela televisão é um negócio milionário no Brasil e no exterior. Por aqui, o dinheiro das cotas de TV sustenta os clubes, muitas vezes, administrados de forma amadora. Mas esse poder da TV revela duas distorções do mercado: a submissão dos clubes às emissoras e a hegemonia de um grupo de comunicação que detém a exclusividade da transmissão. Quem perde mais é o telespectador, que não tem direito de escolher o jogo que quer ver na TV. A polêmica da negociação dos direitos de transmissão das temporadas 2012, 2013 e 2014 da série A do Brasileirão estão no Contraponto “Futebol e TV: tudo a ver?”, que tem a participação do jornalista Jorge Kajuru e do professor de marketing esportivo Luiz Léo.
Transmitir jogos de futebol pela televisão é um negócio milionário no Brasil e no exterior. Por aqui, o dinheiro das cotas de TV sustenta os clubes, muitas vezes, administrados de forma amadora. Mas esse poder da TV revela duas distorções do mercado: a submissão dos clubes às emissoras e a hegemonia de um grupo de comunicação que detém a exclusividade da transmissão. Quem perde mais é o telespectador, que não tem direito de escolher o jogo que quer ver na TV. A polêmica da negociação dos direitos de transmissão das temporadas 2012, 2013 e 2014 da série A do Brasileirão estão no Contraponto “Futebol e TV: tudo a ver?”, que tem a participação do jornalista Jorge Kajuru e do professor de marketing esportivo Luiz Léo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Ronaldinho: craque ou pop star ?
Coluna Opinião
17/01/2011
Nas últimas semanas só se falou dele. Bem ou mal, Ronaldinho Gaúcho esteve no centro das atenções de uma arrastada e aflitiva peleja comercial. A disputa transcorreu freneticamente fora dos gramados, alimentada por ávidas bancas de investidores. Com o aval dos novos donos da bola (e dos cofres), uma trinca de clubes e seus dirigentes enfrentaram-se numa pelada de quinta categoria para ter o craque dentro das quatro linhas. Levou o rubro-negro da Gávea, que agora terá o privilégio de vê-lo desfilar suas cores pelos gramados do futebol brasileiro.
Mas, como esta conta será paga? Os valores não são conhecidos, mas as estimativas impressionam . Próximo a R$ 1 milhão de remuneração mensal, o jogador ocuparia um respeitável lugar no privilegiado clube de estrelas do futebol mundial, com um dos maiores contracheques do planeta. Nada mau para quem vinha perdendo espaço no outrora cobiçado futebol europeu. Gaúcho retorna ao Brasil com o status de grande ídolo e com a conta bancária tão recheada quanto nos seus tempos de Milan.
Os riscos existem e serão altos. Quando a bola começar a rolar, a pressão pelos resultados dentro de campo cobrará o preço pelas inevitáveis badalações fora dele
Para o Flamengo e seus parceiros, a aposta no astro segue uma fórmula já consagrada por algumas experiências de um passado não tão distante assim. A chegada de um "fora de série", capaz de multiplicar como Midas os valores investidos na sua contratação, deu certo com Romário, em 1995. Deu certo com Adriano, no ano passado. E vem dando certo com Ronaldo, nos dois últimos anos, no rival Corinthians. Apesar de contextos e personagens distintos, a receita é a mesma.
O mercado do esporte de alto rendimento esconde uma lógica difícil de ser reproduzida nos demais segmentos da atividade econômica. Movido pelo combustível da paixão, o futebol consegue girar as engrenagens de um poderoso dínamo financeiro, cujos limites são impossíveis de precisar. O torcedor, no papel de consumidor do produto do time de seu coração, não faz firula na hora de decidir . A camisa tem o nome do novo craque? Ele compra. A estrela vai estar no estádio? Ele paga para ver. Os ingressos se esgotaram? Os índices de audiência do rádio, da TV e, agora, da internet vão às alturas. E estas são apenas algumas das evidências mais óbvias do sucesso de um empreendimento do gênero: o craque vende produtos, lota estádios e cria uma legião de admiradores que irão acompanhar suas performances mídia afora. O sucesso é instantâneo, garantido e inevitável.
A pergunta é: até quando? Em um investimento de tão longo prazo, a preocupação dos operadores do negócio deve ser a de alongar ao máximo os bons ventos que cercam a euforia em torno da contratação de uma estrela de tal magnitude. Ronaldinho precisará corresponder dentro de campo, isto é certo. Mas, na batida do sentimento de uma nação inteira, existem pelo menos dois níveis de retorno a serem considerados: em um âmbito menos tangível, correspondente a valorização institucional da marca Flamengo, ocorre um impacto altamente positivo e no resgate de autoestima de seus aficcionados. Como decorrência disso, abre-se um segundo leque de opções para otimização dos ganhos, estes bem mais tangíveis, correspondente a ampliação e valorização das receitas comerciais que cercam o esporte.
É aí que Ronaldinho poderá fazer toda a diferença. O interesse em associar marcas, produtos e serviços ao jogador será uma tônica, justamente quando as atenções estarão todas voltadas para o país que se prepara para sediar a próxima edição da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Não faltarão parceiros comerciais dispostos a pagar para fazer uso da imagem do atleta com a finalidade de vender produtos. Também crescerá a procura, acarretando um significativo aumento das formas de patrocínio ao clube. Atuando como relações públicas, Ronaldinho poderá ainda abrir portas para o Flamengo em todas as direções, atraindo desde convites para a participação do clube em eventos esportivos, até uma expressiva multiplicação do rol de produtos licenciados com a marca Flamengo, dentre inúmeras outras possibilidades.
Não tem segredo. O personagem em questão sintetiza como poucos a era do sportbusiness e conhece as regras de ouro que comandam o esporte espetáculo. Capaz de alimentar paixões e ódio, vislumbrou a próxima jogada com a premonição que só os verdadeiros craques possuem: entre a nostalgia de um passado gremista e os atrativos da capital financeira do país, preferiu o glamour dos palcos cariocas, onde a possibilidade de desfrutar a aura de celebridade, numa cidade que transpira boemia, não exclui o resgate do brilho perdido dentro dos gramados. Ronaldinho, assim como os outros R´s que o precederam, tem carisma e futebol de sobra para dar a volta por cima, ainda que cercado pelas tentações de um Rio de Janeiro sempre em temperatura máxima.
Evidentemente que, os riscos existem e serão altos. Quando a bola começar a rolar, a pressão pelos resultados dentro de campo cobrará o preço pelas inevitáveis badalações fora dele: a praia, o carnaval, as festas e toda a atmosfera de diversão que o Rio oferece, provavelmente não ficarão privadas de sua presença. Ronaldinho tem o DNA da alegria, que combina a música com a alma da cidade. Resta saber se o craque sucumbirá ao pop star. Se tiver um mínimo de bom senso, dosará o trabalho e a diversão. Se faltar-lhe o equilíbrio emocional para separar a entrega necessária de um atleta ao seu trabalho, em razão das possibilidades de lazer - compreensíveis e bem vindas para um jovem saudável e bem sucedido - Ronaldinho pode se tornar um vilão, jogando na lata do lixo todo o clamor popular que se forma pela sua presença na Copa de 2014.
A torcida do Flamengo confia entusiasticamente no renascimento do ídolo, agora travestido de pele rubro-negra. E o Brasil aguarda com expectativa a volta do bom e velho Ronaldinho, dos lances memoráveis e das conquistas marcantes. Seu retorno tem tudo para ser um divisor de águas do mercado de esporte brasileiro.
*Luiz Léo é professor de Marketing Esportivo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/01/17/ronaldinho-craque-ou-pop-star-923518011.asp#ixzz1NyntGJus
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Entrevista Portal da PUC - 14/01/2011

![]() Barcelona lembra importância da formação de talentos | ||||||||||
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Mauro Pimentel
A premiação do melhor jogador do mundo, segunda-feira passada, na Suíça, representou mais do que o reconhecimento ao protagonista de 2010. Descontada a pompa, a cerimônia também deixou uma mensagem redentora: vale a pena investir nas categorias de base e valorizar a qualidade técnica – prioridades que, a despeito da tradição verde-amarela, distanciaram-se do futebol brasileiro nos últimos anos. Os três candidatos ao prêmio – Xavi, Iniesta e o argentino Messi, vencedor pelo segundo ano seguido – foram formados no Barcelona. A equipe catalã também lançou oito atletas para a seleção espanhola, campeã da Copa da África do Sul. Sustentado numa gestão profissional, o modelo deve ser adotado efetivamente pelos clubes brasileiros, recomendam os especialistas. Só assim poderão retomar o caminho do equilíbrio financeiro e das conquistas à feição do autêntico futebol pentacampeão.![]() Atribuída por muitos a distorções legais e a relação nem sempre conveniente entre cartolas e empresários, a venda precoce de jovens talentos é uma das consequências de traços ainda amadores na administração dos clubes. Apesar dos discursos de profissionalização, o dinheiro obtido com as pratas da casa raramente convertem-se em lucro, em benefícios para o clube – como formador de mão de obra qualificada e como marca. A verba é usada, em grande parte das vezes, para cobrir buracos financeiros, dívidas, recisões contratuais e indenizações, legados de sucessivas falhas administrativas. Para o jornalista esportivo Carlos Eduardo Éboli, da CBN, falta aos dirigentes uma visão a longo prazo: – O clube deve investir essa verba em estrutura, na construção de centros de treinamento, na medicina esportiva, ou seja, em tudo aquilo que envolve a base do futebol, que é a transformação do garoto num futuro atleta e até ídolo – sugere. De acordo com especialistas em gestão, a vida financeira destas instituições e, consequentemente, a formação de craques estariam melhores se as fontes de receita fossem ampliadas; se o caixa não estivesse refém da venda precoce, e subaproveitada, de jogadores e das cotas referentes ao direito de transmissão das partidas na TV e no rádio. Patrocínios, licenciamentos e venda de camisas são, por exemplo, fontes a serem melhor exploradas. – Se os clubes se estruturassem, se conseguissem capitalizar recursos a partir desses patrimônios, dependeriam menos da venda do jovem jogador. Assim, haveria muito mais torcedor no estádio, mais pessoas contratando os pacotes de transmissão por TV, mais vendas de camisa. A roda passaria a girar de uma maneira positiva e lucrativa – afirma Luiz Léo, professor de Marketing Esportivo da PUC-Rio. Fernando Simone, gerente das categorias de base do atual campeão brasileiro, o Fluminense, reconhece a necessidade de avanços no aproveitamento de talentos e na composição da receita dos clubes: – No Fluminense, a captação de recursos ficou a desejar. O marketing pode trabalhar melhor. Pode-se gerar outras fontes de receitas para não se depender tanto da venda de jogador.
A nova lei extinguiu a condição de propriedade do jogador em relação ao clube. O atleta pode agora se transferir, desde que o valor de sua multa – previsto por contrato – seja pago à equipe de origem.Veja mais
Revigoradas as finanças, observam analistas, os clubes ficariam menos dependentes de empresários, que se fortaleceram na década de 1990 com a Lei Pelé (veja texto ao lado). Em parte dos casos, agentes assumem gastos ou dívidas dos clubes e, em contrapartida, ganham liberdade para negociar o jogador (nem sempre na melhor época para o clube) e ficam com percentuais superiores da receita proveniente da negociação.– O que move o empresário é o dinheiro. Não há indignidade nisso. Ele está operando num mercado. O atleta é um ativo que, se estiver em alta, deve ser vendido. Não importa se a torcida vai ficar chateada. O problema é a ganância excessiva de alguns agentes – avalia Luiz Léo. Resultado, entre outros fatores, dessa perda de autonomia dos clubes, o êxodo precoce das principais promessas prejudica o nível técnico das competições nacionais. Assim, a atratividade cai: – Por isso, o Campeonato Brasileiro é difícil de ser vendido ao exterior. Os grandes nomes estão jogando na Europa. Acho que os dirigentes brasileiros demoraram muito para ter a noção do business que é o futebol – opina Carlos Eduardo Éboli. Para evitar a perda desse patrimônio essencial – o jovem telento – Fernando recomenda investimento nas condições de trabalho e em planos de valorização profissional: – O que se deve fazer é dar uma boa condição ao jogador, mostrar que ele está sendo muito bem cuidado, que está tendo tudo do bom e do melhor, e que pode perder tudo isso se sair do clube. Mostrar que é vantajoso ser mais fiel ao clube do que ao empresário.
Na contramão da saída dos jovens, cresce a repatriação de grandes nomes. Por meio de parcerias com empresas privadas e altos investimentos, clubes contratam jogadores consagrados que deixam a Europa para encerrar a carreira no Brasil. O exemplo mais recente, e mais eloquente, foi a vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo. Ele receberá mais de R$ 1 milhão por mês. O desembolso bem acima dos padrões nacionais pode dar um retorno financeiro superior: – Um nome de impacto gera uma receita imediata na venda de produtos, na venda de ingressos, comercialização de jogos. É o que o clube precisa, uma vez que todos eles (os clubes) estão afundados em dívidas milionárias – argumenta Éboli. Com mais ou menos ousadia, o salto dos clubes para um nível compatível com o prestígio e a tradição do futebol brasileiro passa pela profissionalização – de fato – da gestão esportiva: – É preciso dedicação. Esse não é um processo que acontece de uma hora para a outra. As dívidas dos clubes são antigas, muito altas. Como você constrói uma continuidade no processo de saneamento das finanças? Com gestão profissional – afirma Luiz Léo. | ||||||||||
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Entrevista Portal da PUC - 02/01/2011


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Entrevista Portal da PUC - 17/11/2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Entrevista Portal da PUC - 28/06/2010
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
III Seminário de Comunicação e esporte - PUC-Rio
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A PUC-Rio realizou o III Seminário de Comunicação e Esporte: a construção do Evento Esportivo, nos dias 1° e 02 de Junho. O segundo dia do evento teve como tema "O papel da Publicidae/Marketing na construção do Evento Esportivo". Os palestrantes convidados foram Rômulo Maia e Pedro Sampaio, estudantes de Publicidade da PUC-Rio, Édison Gastaldo, publicitário, antropólogo e professor adjunto no Departamento de Letras e Ciências Sociais da UFRRJ, e Gustavo Ferro, gerente Setorial de Publicidade e Promoções da Petrobrás.
Os estudantes de Publicidade da PUC-Rio, Rômulo Maia e Pedro Sampaio, iniciaram o seminário. Rômulo ressaltou os aspectos do evento esportivo, como a identificação do consumidor com os atletas e a singularidade de cada partida. "Nehum evento esportivo é igual ao outro", disse o estudante. Pedro falou das formas que a publicidade explora esses eventos. Segundo ele, existem dois objetivos no patrocínio de eventos espotivos: agregar valor à marca ou obter visibilidade dos consumidores.
O seminário é organizado pelo professor Luiz Francisco Leo do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio.
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Para assistir?
Parte I - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-I-6937.html#.VPTE7XzF98E
Parte II - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-II-6936.html#.VPTE3XzF98E
Parte III - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-III-6938.html#.VPTEz3zF98E
Parte IV - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-VI-6950.html#.VPTDq3zF98E
Parte V - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-V-6949.html#.VPTEb3zF98E
Parte III - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-III-6938.html#.VPTEz3zF98E
Parte IV - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-VI-6950.html#.VPTDq3zF98E
Parte V - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-V-6949.html#.VPTEb3zF98E
quinta-feira, 11 de março de 2010
Rio 2016: o dever de casa para consumar o sonho
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– Temos um clima tropical. Devemos construir estruturas sustentáveis. Temos que pensar em pontos como direção do sol, arejamento, umidade. Devemos procurar tecnologias não convencionais e mudar a linha de pesquisas. Construímos nos baseando em materiais dos Estados Unidos e da Europa. Um dos maiores desafios apontados por especialistas é a melhoria da infraestrutura. O sistema de transportes está entre as prioridades. Para torná-lo mais eficiente, não basta aumentar a malha rodoviária: – Deve haver a expansão do metrô e a ligação da AP3 (que inclui áreas como Bonsucesso e Penha) ao resto da cidade. Pelo menos trazer melhorias nas condições de transporte para 40% da população. É preciso, portanto, mudar o eixo do transporte rodoviário para o de trilhos – afirma o economista Luis Martins de Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele ressalta que a festa pela escolha deve ser acompanhada de um trabalho sério para corresponder à responsabilidade de acolher uma Olimpíada: – Temos a ideia mágica de que ganhamos e está tudo ótimo. Não é bem assim. É o início de um longo trabalho.
A estrutura receptiva aos turistas também precisa ser ampliada. O ponto foi um dos que envolveram mais questionamentos do Comitê Olímpico Internacional (COI). O professor Eduardo Vilela, da Universidade Federal Fluminense, considera a oferta atual da cidade não apenas insuficiente, mas também de um baixo nível de qualidade: – É preciso investir muito nessa área. O que pode ajudar é a vinda de transatlânticos para a cidade, o que gera mais turistas, e, o mais importante, não ocupa os quartos dos hotéis. Mas, para isso, o porto precisa ser modernizado. O projeto da rede hoteleira pode ser resolvido com investimento privado e a ampliação de créditos, principalmente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A experiência das últimas edições de Jogos Olímpicos mostra que o nível de exigência é mais alto do que em outras competições esportivas. Sidney Garambone, editor executivo do Esporte Espetacular, cobriu a edição de Pequim, no ano passado, e ressalta a necessidade de se ter um plano de ação detalhado: – Não é como assistir a um Fla-Flu no Maracanã. Tudo é muito bem feito. Na China, havia um sistema para se chegar ao local de competição, o lugar era reservado. É realmente coisa de primeiro mundo. Os Jogos Pan-Americanos são café-com-leite em comparação às Olimpíadas. Sediar os Jogos Olímpicos abre perspectivas para um aporte de investimentos. O orçamento prevê o gasto de US$ 14,4 bilhões. A verba é mais do que o dobro da projetada por Tóquio e Madri. A candidatura de Chicago era a mais barata: US$ 4,8 bilhões. O orçamento final para os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro em 2007, foi cerca de dez vezes maior do que o projetado. Luis Martins de Mello credita esse aumento a uma aposta em grande afluxo de capital privado, o que não se confirmou. Para as Olimpíadas, ele espera um final diferente: – O erro não foi repetido. O orçamento desta vez leva em consideração um maior investimento público. Uma das principais justificativas para a candidatura aos Jogos são os benefícios em infraestrutura pública e esportiva. Eduardo Vilela alerta para a necessidade de que o legado seja maior que o do Pan 2007. O planejamento não deve se centrar apenas na realização das competições. – O pós-Olimpíadas também precisa ser pensado com relação à estruturação da cidade. Não adianta construir grandes espaços, que depois não serão usados em prol da sociedade. O país precisa de mais esportistas, não só jogadores de futebol – acredita. Para a realização da Rio 2016, a cidade precisa investir na construção de instalações olímpicas. Segundo relatório do COI, das 34 estruturas que compõem o projeto brasileiro, apenas 18 já estão prontas para receber um evento dessa grandiosidade. Oito espaços precisam de reformas. Outros dezesseis serão construídos especialmente para abrigar a competição, sendo sete temporários. As praças esportivas dos Jogos Pan-Americanos não foram preparadas para uma posterior campanha olímpica. O parque aquático Maria Lenk, por exemplo, construído para a competição de 2007, não tem dimensões adequadas para ser utilizado em 2016. – Não houve legado do Pan. O controle da maior parte das estruturas passou para a iniciativa privada. As outras estão subutilizadas – critica Garambone. Algo que pode atrapalhar o planejamento para os Jogos Olímpicos é a proximidade com a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil em 2014. O professor Luiz Francisco Leo, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, tem ressalvas à atuação em duas frentes: – A concomitância de dois eventos de grande porte atrapalha a alocação de recursos. São duas grandes marcas sobrepostas em um curto espaço de tempo e isso pode causar dificuldades logísticas. O ideal é que haja sinergia e que os dois eventos compartilhem parceiros, mas não sei se é isso que vai acontecer. A edição dos Jogos Olímpicos de 2016 caracteriza-se pela proposta de amenizar o impacto ambiental. O slogan “Jogos verdes para um planeta azul” é ponto de partida para uma série de medidas. O projeto carioca prevê a recuperação do sistema lagunar da Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara e a neutralização das emissões de carbono pelo plantio de 24 milhões de árvores, sendo 3 milhões só na Floresta da Tijuca. O plano de gestão de sustentabilidade prevê, ainda, a utilização ampla de fontes de energia renovável. – Tempo e recurso existem, mas dependemos da seriedade do Comitê Olímpico. A sociedade também precisa mostrar que está atenta, que vai fiscalizar as obras de perto. Caso contrário, haverá corrupção. Temos exemplos do Pan e da Cidade da Música. As pessoas ficam inertes quando escândalos vêm à tona – aponta Fernando Walcacer, professor de Direito Ambiental e vice-diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA) da PUC-Rio. Luis Martins de Mello também demonstra preocupação com os gastos públicos e o respeito ao plano de metas imposto pelo COI. Segundo ele, cabe ao povo brasileiro exigir transparência: – A sociedade civil deve fazer pressão para que o governo cumpra o projeto em prazo e orçamentos inicialmente estipulados. São muitos os desafios, e de grandes proporções. A sete anos da primeira edição olímpica na América do Sul, o Brasil tem tempo para determinar que legado restará dos Jogos. – Nossa maior preocupação agora deve ser escolher se vamos entrar para a história e olhar para trás com orgulho ou perder as prioridades sociais e passar vergonha – define Garambone. | ||||||||||
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
II Seminário de comunicação e esporte - A construção do ídolo esportivo
Seminário Comunicação e Esporte:
A construção do Ídolo esportivo
Dias 28 de outubro e 04 de novembro, das 09h às 12h, na PUC-Rio
O evento ocorrerá em duas quartas-feiras, nos dias 28/10 e 04/11, das 09h às 12h, na sala 102K no Edifício Kennedy da PUC-Rio. O seminário foca na questão do tratamento do ídolo esportivo no jornalismo, no dia 28, e da publicidade/marketing, no dia 04. No dia 28, o debate contará com a participação do ex-jogador e presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e do jornalista do José Ilan. E no dia 4 Fernando Ávila, ex-jogador de vôlei e consultor de marketing esportivo, e Mariana Brochado, ex-nadadora e comentarista do sportv
Fonte: Twitter Esporte na Mídia
Comunicação e Esporte
Na quarta-feira, 28, e na quarta-feira, 4 de novembro, das 9h às 12h, será realizado o II Seminário Comunicação e Esporte: A Construção do Ídolo Esportivo. Organizado pelo professor Luiz Léo, do Departamento de Comunicação, o seminário tem como objetivo refletir sobre o universo do ídolo esportivo a partir de suas relações com plataformas de mídias globais. No dia 28, o debate contará com Bruno Mattos e Thiago Lima, alunos de Comunicação Social, Roberto Dinamite, presidente do Vasco da Gama, e José Ilan, jornalista do Globo Esporte. O dia 4 terá a presença de Carlos Gustavo e Thiago Vieira, alunos de Comunicação Social, Jackie Silva, medalhista olímpica de beach volley e Fernando Ávila, superintendente de esportes olímpicos do Vasco. As inscrições devem ser feitas no local e no dia dos seminários.

Para assistir:
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/II-Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-5436.html#.VPTDRHzF98E
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-5602.html#.VPTCqHzF98E
Dias 28 de outubro e 04 de novembro, das 09h às 12h, na PUC-Rio
Fonte: Twitter Esporte na Mídia
Comunicação e Esporte

Para assistir:
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/II-Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-5436.html#.VPTDRHzF98E
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-5602.html#.VPTCqHzF98E
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