quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Palestra com Gláucia Marques

28/10/2015

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Palestra-com-Glaucia-Marques-26880.html#.VnKRGbYrIdU


O Departamento de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro organizou, no dia 21 de outubro, no auditório K102, uma palestra sobre Marketing Esportivo.
A palestra, apresentada pelo professor Luiz Leo, foi ministrada pela integrante da equipe de Branding do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 Gláucia Marques. Formada em jornalismo e publicidade pela PUC-Rio, Gláucia falou sobre suas experiências no segmento esportivo, onde atua desde 2000.     
Gravado em 21 de outubro de 2015
Créditos: Mesa de corte: Nicole Veríssimo; Mesa de áudio: Erich Lizaki; Câmeras: Rodrigo Cohen, Juliana Coutinho e Grazielly Eckert; Edição: Alberto Aguinaga, Arthur Marques, Laís Reis e Jéssica Constantino; Produção: Gustavo Tavares e Luisa Studart.

sábado, 19 de setembro de 2015

Coluna Lu Lacerda

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Um tucano pousou em um ar condicionado, durante a aula, na PUC-Rio / Foto: (via Facebook) Anna Paula Chagas
PUC-Rio, na Gávea, recebeu uma visita linda e colorida, na manhã desta segunda-feira (14/09). Os alunos da turma de Mídias Globais, do curso de Comunicação Social, estavam concentrados em uma discussão sobre política sugerida pelo professor Luiz Léo, quando um dos estudantes chamou atenção da turma para a janela: do lado de fora, um tucano havia acabado de pousar.
Uma foto da ave postada no Facebook  rendeu muitos comentários. Uns lembraram o fato de não ser a primeira vez que aparecem tucanos nas árvores do campus; outros brincaram com a história do animal ter aparecido no momento de uma discussão política, como uma forma de manifestação.
Uma das maiores áreas verdes do bairro fica dentro do espaço da PUC – talvez seja esse o motivo desses animais se concentrarem por lá. (Por: Bia Oliveira)
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Enviado por: Redação

http://lulacerda.ig.com.br/gavea-tucano-pousa-em-ar-condicionado-na-puc-rio/

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Universíade 2015: de novo, Brasil ?


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Publicado em: tanojogo.com/colunistas


O Brasil encerrou sua participação nos XXVIII jogos mundiais universitários de verão, realizados em Gwangju, na Coréia do Sul, de 3 a 14 de julho, em um modesto 23° lugar, com apenas 8 medalhas -dois ouros, duas pratas e quatro bronzes.

Só não é o pior resultado do Brasil, por conta da fatídica participação na edição XVIII dos jogos, realizada em Buffalo, EUA, em junho de 1993, quando a delegação brasileira retornou com uma única medalha de prata, terminando em 31°.

Com exceção da III edição dos jogos de verão, de 1963, realizados em Porto Alegre, na única vez que o Brasil foi anfitrião das disputas (8° colocado, com dois ouros e nove bronzes), jamais conseguimos ficar entre os dez primeiros.

A trajetória histórica das delegações brasileiras formadas por atletas-universitários nos jogos mundiais é marcada por uma impressionante fragilidade. Das 28 edições dos jogos, o Brasil não compareceu a 5: Turim, 1959; Sofia, 1961; Budapeste, 1965, Turim, 1970 e Roma, 1975. Em todas as demais, figurou no pelotão intermediário de nações, entre as 20 ou 30 primeiras.

As explicações para este quadro são variadas, mas quase sempre decorrentes da falta de uma política esportiva adequada, que permitisse o país almejar maiores conquistas. Nem a mudança de cenário, nos anos 2000, que vinculou a Confederação Brasileira do Desporto Universitário ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e trouxe mais incentivos à área, pelo Ministério do Esporte, fez efeito.

Em Pequim (2001), o Brasil terminou em 14° (dois ouros, três pratas e dois bronzes); em Daegu (Coréia do Sul, 2003), 22° (um ouro, duas pratas, oito bronzes); Esmirna (Turquia, 2005), 13° (quatro ouros, duas pratas, nove bronzes); em Bangkok (Tailândia, 2007), 29° (um ouro, três pratas, seis bronzes); em Belgrado (Sérvia, 2009), 25° (dois ouros, duas pratas, dois bronzes); em Shenzen (China, 2011), 23° (dois ouros, quatro pratas, 12 bronzes); e, em Kazan (Rússia, 2013), 17° (quatro ouros, três pratas, quatro bronzes).

Da edição de 2015 participaram 203 alunos-atletas brasileiros (entre quase 12 mil universitários de outros países). Eles tomaram parte em 19 das 21 modalidades disputadas (futebol, voleibol, ginástica artística, ginástica rítmica, natação, judô, tênis, tênis de mesa, esgrima, pólo aquático, saltos ornamentais, atletismo, basquete, arco e flecha, badminton, baseball, golfe, remo, tiro ao alvo, taekwondo e handebol). Nem 5% obtiveram algum êxito...

Claro que existem explicações: principalmente, a coincidência da disputa com os jogos Panamericanos de Toronto, realizados no mesmo período, o que desfalcou a delegação brasileira universitária de alguns de seus destaques. Porém, a baixa performance do Brasil no segundo maior evento poliesportivo do mundo está em descompasso com o projeto do Estado, de transformação do pais em potência esportiva.

Enquanto no Pan o Brasil levou sua maior delegação (509 atletas), obtendo 141 medalhas (41 ouros, 40 pratas e 60 bronzes) e terminando na terceira colocação (atrás de EUA e Canadá, a frente de Cuba), na Universíade, fracassamos. Os R$ 10 milhões investidos pelo COB na missão brasileira no Pan explicam em grande parte o sucesso de uma empreitada, construída com raro primor estratégico.


Mas, os investimentos não podem ficar concentrados apenas no topo. Afinal, se não há mudanças na base (isto é, na massa de praticantes de esporte brasileiros, sobretudo entre os jovens que freqüentam o ambiente escolar), a sustentação do alto rendimento, entre a elite, mais cedo ou mais tarde estará fadada ao fracasso.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O dilema do esporte universitário brasileiro


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Publicado em: tanojogo.com/colunistas


As vésperas de sediar a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, o Brasil continua a dever ao esporte universitário nacional. Berço de inovações, revelação e aperfeiçoamento de jovens talentos, o esporte cambaleia em muitas universidades do país.

O quadro não é novo: as disputas entre universitários remonta a transição dos séculos XIX e XX, por iniciativa dos próprios estudantes, que se reuniam para praticar as modalidades. Em um primeiro momento, dentro das próprias instituições de ensino e depois, entre as mesmas.
O caráter institucional só veio em 1941, com o decreto-lei 3617, que instituiu a CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário) e criou as Associações Atléticas Acadêmicas, ligadas aos Centros Acadêmicos –estabelecendo, ainda, que as instituições de ensino dispusessem de espaços e equipamentos esportivos para as práticas.

É também por força deste mesmo diploma legal que os JUB´s (Jogos Universitários Brasileiros) passam a ser promovidos. A competição atravessou as décadas experimentando fortes oscilações, em que os cancelamentos e as desistências eram frequentes. Mesmo com a realização da Universíada de 1963, em Porto Alegre –a maior competição internacional para universitários, organizada pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU)- os problemas foram sempre crescentes para o esporte universitário brasileiro.

As divisões internas na CBDU, combinada a omissão das esferas públicas em conduzir o desenvolvimento do esporte universitário no Brasil (delegando aos universitários a missão de levar adiante as disputas esportivas nas IES) levou a uma estagnação do modelo. Nem as mudanças nas leis (6.215/75, 8.672/93 “Lei Zico” e 9.615/98 “Lei Pelé”), que conferiram mais autonomia e liberdade de organização, contribuíram para mudanças na estrutura.

Os anos 90 foram marcados pelo uso do esporte como ferramenta promocional, por parte de algumas universidades, que patrocinavam alunos-atletas e equipes formadas por atletas (sem necessariamente possuírem vínculo com as instituições de ensino), apenas para obterem visibilidade no mercado, hipoteticamente, atraindo mais alunos para seus quadros. O modelo não teve a acolhida necessária, porque a conjuntura externa lhe era desfavorável.

Na entrada de 2000, com a criação do inédito ministério do Esporte -e uma pasta dedicada ao esporte universitário-, o paradigma do esporte universitário brasileiro começou a ser repensado. A estratégia do governo foi de intervenção nas entidades nacionais e estaduais, com o fim de reorganizar o esporte universitário. A vinculação da CBDU ao COB permitiu ao poder federal estabelecer um modelo de financiamento público (com verbas oriundas da Lei Agnelo/Piva) sem impedir a captação de receitas da iniciativa privada.

Integrado ao novo modelo de gestão do esporte brasileiro (baseado no tripé: rendimento, educação e lazer), o Ministério do Esporte passou também a supervisionar permanentemente a execução do projeto de organização dos Jogos Universitários, bem como estimular a participação das instituições de ensino superior públicas e privadas.

Mas, o que poderia significar avanço, também se constitui em novo desafio: embora crescente, a participação dos estudantes de ensino superior nas disputas organizadas (em torno de 4000 participantes, entre comitê organizador, dirigentes, membros da comissão técnica e esportistas estiveram presentes na última edição, de 2014, realizada em Aracajú), não se traduz em massificação da prática esportiva, no contexto das próprias IES. Muitas delas, com equipamentos sucateados, deficiência na infraestrutura técnica e quadros inadequados, pouco contribuem para a difusão do hábito do esporte, entre os estudantes do ensino superior.

Na contramão das principais potencias esportivas do planeta, as diretrizes do esporte universitário brasileiro priorizam o topo da pirâmide, sem dar a devida atenção à base. Naturalmente, o processo de transformação é longo e os progressos exigem continuidade. A dúvida é saber se as constantes incertezas que cercam a política do esporte brasileiro interferirão nas poucas conquistas alcançadas. A julgar pelo recente fiasco da cidade de Brasília, que, depois de confirmada como sede, renunciou à candidatura para sediar a 30ª Universíada de Verão, em 2019, o futuro é de preocupações...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O paradigma do esporte no Brasil



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Publicado em: tanojogo.com/colunistas


O modelo esportivo brasileiro tem passado por intensas transformações nas últimas décadas. Resultado de uma nova percepção por parte do Estado, o esporte passou à condição de relevante ferramenta estratégia, para a promoção e desenvolvimento dos interesses nacionais.
No plano externo, o aspecto mais importante é a atração dos mega eventos, iniciados com a realização dos Jogos Pan Americanos, em 2007 e que culminarão com a primeira edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 na América do Sul (com direito a uma Copa do Mundo de futebol, no caminho).
Internamente, as mudanças são ainda mais profundas: modernização do sistema jurídico desportivo, reestruturação do aparato administrativo público e remodelagem dos quadros (recursos humanos) e equipamentos esportivos, com um forte estímulo a profissionalização de toda a estrutura.
Tantas e tão intensas novidades, porém, não são suficientes para alterar algo essencial (e que permanecerá, mesmo após todos os esforços empreendidos até aqui): a tradição da formação esportiva brasileira, profundamente ligada às entidades associativas privadas e, por conseguinte, dependente dos clubes.
Diferente do modelo norte-americano, marcado pelo forte incentivo público e decisiva participação da escola na iniciação e formação dos jovens valores esportivos, o Brasil organizou-se em torno do pilar privatista (baseado no clube e não na escola), suscetível às oscilações do mercado e, portanto, subordinada as demandas internas, próprias dos agentes particulares.
Enquanto na América do Norte a inserção do jovem no ambiente esportivo está vinculada a um projeto de nação, orientada por critérios universalistas e democráticos (que passam pela formação para a cidadania, promoção da saúde e estímulo ao bem estar, sempre associados ao ideal da performance), no Brasil, a lógica é outra. Ausência de planejamento de longo prazo, combinado a uma severa precarização da infra-estrutura técnica, levam a descontinuidades e rupturas graves, cujas consequências mais visíveis são o desperdício dos poucos valores formados e o desestímulo às praticas esportiva, nos seus níveis mais amplos (da educação ao lazer, com reflexos para o rendimento).
Para evoluir verdadeiramente, o paradigma do esporte no Brasil precisa ser repensado em suas bases mais profundas. Começando por um novo modelo de ordem esportiva de longo prazo, conduzido como política de Estado (e, portanto, desvinculado de projetos de governo). Um esforço que deve ser debatido, planejado e implementado com a seriedade e o continuísmo que uma ação desta envergadura exige. Afinal, os resultados só serão colhidos em gerações futuras, pois implicam uma mudança cultural significativa, a ser alimentada por incentivos fiscais, para a associação do capital privado.
Em certa medida este processo de mudanças já começou. As decisões alinhavadas pelos poderes públicos, nas últimas duas décadas, apontam para um caminho. Mas, o que já está em curso precisa ser intensificado. A década de ouro do esporte brasileiro (representada principalmente pelos eventos internacionais aqui sediados) corre o risco de ser desperdiçada, se for pensada como a maior conquista derivada dos esforços empreendidos até então.
A verdadeira transformação só irá acontecer se alcançar as massas, em um processo permanente de inclusão social pela via do esporte. É da quantidade que se extrai a qualidade. E pela massificação da prática esportiva, que se pode alcançar excelência. Este é legado que transcende as melhorias materiais e as conquistas no plano esportivo. A maior vitória do esporte brasileiro seria a afirmação de uma cultura esportiva orientada para uma melhoria da qualidade de vida, com mais oportunidades para todos e exercício pleno da cidadania.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Formatura de Publicidade e Propaganda




06/08/2014


Portal PUC-Rio Digital

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Formaturas/Formatura-de-Publicidade-e-Propaganda-24717.html#.VRHj0PzF98E

A PUC-Rio organizou, no auditório da Escola Naval do Rio de Janeiro, entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, as Cerimônias de Colação de Grau dos cursos de graduação do período 2014.1. A cerimônia de formatura do curso de Publicidade e Propaganda foi realizada no dia 1 de agosto.

A mesa foi composta pelo Vice-Reitor Comunitário da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, professor Augusto Sampaio; representando o Diretor do Departamento de Comunicação Social, professor Cesar Romero Jacob, o Coordenador de Graduação, professor Leonel Azevedo de Aguiar; o Patrono da turma, professor Luiz Francisco Ferreira Léo; o Paraninfo da turma, professor Daniel da Costa Vargens; e o funcionário homenageado, Paulo César Ferreira; e a convidada especial, professora Ilda Lopes Rodrigues da Silva.

Gravado em 1 de agosto de 2014

Créditos: Mesa de Corte: Caio Voto; Mesa de Áudio: Marcela Salgueiro; Operador VT: Marcela Salgueiro; Câmeras: Loraine Siqueira, Gabriela Ciuffo, Luiza Otero e Caio Mitidieri; Produção: Luisa Rêgo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um herói para chamar de seu: mitos e verdades na construção do í­dolo


30/06/2014

Portal PUC-Rio Digital



http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=24480&sid=145#.VRHhuPzF98E

O Departamento de Comunicação Social e Parque da Bola organizaram, entre os dias 19 e 23 de maio, no auditório K102, o Ciclo de Cinema "A Bola". O evento contou com a exibição de filmes e de debates com palestrantes convidados.

No dia 22 de maio foi exibido o filme "Garrincha, alegria do povo", de Joaquim Pedro de Andrade. No debate, que teve como tema "Um herói para chamar de seu: mitos e verdades na construção do í­dolo", estavam presentes o Sócio-Diretor na Interball Consultoria Esportiva e professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Luiz Leo; o jornalista Carlos Eduardo Éboli; o professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, José Carlos Rodrigues; e o radialista da Rádio Globo e também professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Creso Soares.

Transmitido em 22 de maio de 2014

Créditos: Mesa de Corte: Paulo Corrêa; Mesa de áudio: Paulo Corrêa; Operador de VT: Paulo Corrêa; Câmeras: Natália Mansur e Caio Mitidieri; Responsável: Hugo Azevedo; Produção: Gisele Ferreira e Rafaela Sales.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Entrevista com Márcio Borges e Alexandre Carauta



#onegocioeesporte dessa semana conversa com o vice-presidente da WMcCann, Márcio Borges e o professor de #marketingesportivo da PUC-Rio, Luiz Leo. Eles nos contaram o que mudou na publicidade desta #CopadoMundo para as anteriores.

Você pode ouvir essa entrevista na íntegra no domingo às 21h na Bradesco Esportes FM Rio 91,1 ou acessando o nosso site www.onegocioeesporte.com.br


https://www.youtube.com/watch?v=AualGWSXFqw#t=20

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Entrevista para mídias locais PUC-Rio: Copa para quem ?


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Entrevista com Luiz Léo - PUC-Rio



Em entrevista para nosso blog, o professor das matérias Midias Globais e Marketing Esportivo da PUC - Rio, posicionou-se em relação à Copa do Mundo que ocorrerá no Brasil no mês de junho deste ano.

Como profissional, ele vê uma possibilidade de um grande crescimento e reconhecimento do mercado no país e, como o Brasil se comprometeu com esta missão com o mundo todo, deve sim honrá-la. Mas, claro, nunca querer realizar algo acima do que podemos oferever.

Como cidadão brasileiro, ele afirma que há exageros. Tudo que se faz no Brasil, tem ausência de planejamento, é contraditório e insano.
Como trabalha também na Tijuca, bairro do estádio do Maracanã, pode ver o trem, por exemplo, à 45 dias da Copa, ainda em obra. Isso é uma vergonha.

Segundo ele, a forma de se realizar o evento é ruim, com investimentos públicos e custos astronômicos. Desta maneira, claro que os cidadãos ficam indignados, além da forma arbitrária do policial tratar os manifestantes, das desapropriações, etc.

"Lamentável estarmos utilizando este evento de forma tão mal feita. O Brasil está deixando uma impressão péssima", diz ele se referindo às estruturas, trens, aeroportos, rede hoteleira, feriados nos dias de jogo.
Há menos de um mês da Copa, estamos com tudo por fazer. Não há como não haver um paralelo com a copa de 1950, onde o Maracanã ficou pronto na véspera e os jogos foram realizados com escombros e andaimes.

Sobre as manifestações, ele afirma que a tecnologia está ajudando a nos entendermos e sermos mais participativos, somos agentes capazes de intervir no processo político.
Apreensivo, ele diz que está tudo sendo feito de uma maneira muito amadora e as consequências podem ser imprevisiveis.
"Imagina que situação: Brasil faz a Copa do Mundo pra ser um cartão de visitas de ingresso ao primeiro mundo, ao mundo desenvolvido, e de repente vai passar pela porta dos fundos porque vai ter violência, vai ter desentendimento, conflito. Eu espero que não, torço que não, mas estou convencido que a chance de haver de haver é muito maior que a de não haver as manifestações."

Ouça na íntegra.



http://copaparaquem.blogspot.com.br/2014/05/entrevista-com-luiz-leo-puc-rio_15.html

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Menos de 30 dias…

Passados mais de seis anos da confirmação da candidatura do Brasil a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014, nada ficou pronto. Das 12 cidades-sedes (parte delas exigidas pelas autoridades públicas brasileiras à revelia dos organizadores do evento) nenhuma está completamente acabada. E poucos dos projetos que integram a matriz de responsabilidades assumidas pelos entes federativos serão integralmente concluídos, antes do apito inicial para a primeira partida, na tarde de 13 de junho próxima.

Exagero dos críticos ? O velho complexo de vira latas ? Ocaso do destino ? As explicações para tentar justificar os descompassos são muitas, mas a conclusão mais lógica para sintetizar o problema é uma só: haverá Copa, mas bem distante das projeções ufanistas (repetidas quase como um mantra) nas esferas governamentais: “será a melhor Copa de todos os tempos”.  Não será. E o Brasil corre sério risco de passar uma imagem deplorável para o mundo. O tal legado intangível está seriamente comprometido –a custa de um investimento público que, “nunca na história deste país (e de nenhum outro)” jamais se fez.

Noves fora a completa ausência de planejamento e uma visão estratégica míope  -pois magalomana-, não são apenas as inconsistências no projeto que explicam o fracasso. Reduzir aos notórios desvios e a malversação de recursos públicos é outro grave erro: a culpa do descalabro nas contas não está somente no mau-caratismo dos agentes inescrupulosos que vampirizam o evento. Assim como, não se restringe à incompetência e à péssima qualidade dos serviços prestados pelo empresariado nacional os motivos do caos instalado. Sozinhos, nenhum destes fatores seriam capazes de semear tanta desgraça.  A maior lição que se poderia tirar do evento é que estamos completamente despreparados para um maior protagonismo internacional. Seja lá em que área for.

A Copa é apenas um reflexo do que somos, como nação. Na ambição desmedida de integrarmo-nos a uma lógica global, a atração dos grandes eventos internacionais servirá como um espelho de narciso às avessas. O mundo descobrirá um país com péssima infra-estrutura (de transportes, de alimentação, de hospedagem, de telecomunicações, dentre outros), inseguro, violento e profundamente desorganizado –além de desunido como nunca !

O menor dos problemas nesta altura (de um campeonato que sequer começou) são os estádios -pasmem !!!-, ainda inacabados. Ou as obras de infra-estrutura, quando não sumariamente abandonadas, em ritmo frenético (mas longe de sugerir a viabilidade de sua conclusão) no entorno das cidades que receberão os jogos. Inaceitável é o caos absoluto no cotidiano das populações e o dispêndio de dinheiro sem nenhum critério, para tentar deixar tudo pronto.

Naturalmente, existe uma enorme diferença entre deixar pronto e fazer bem feito. Os gastos desenfreados não tem qualquer compromisso com a moralidade e a transparência prometidos deste o início, pelos principais agentes envolvidos. E nisso erramos todos: políticos, empresários, cidadãos. O orçamento global sofreu aumento desmedido e algumas cidades tiveram majoração nas verbas comprometidas com a construção dos estádios na ordem de 100% (como é o caso do Maracanã, cuja reforma saltou de R$ 600 mi para R$ 1.2 bi). Deixar como está é inadimissível, seja em que nível for.


Não há dúvida que o povo brasileiro deixará aflorar sua alma alegre e promoverá uma bonita festa para celebrar o segundo mundial no país. Mas, as evidências de que não existem mais bobos (nem dentro, nem fora dos gramados) está mais do que cabalmente demonstrada em cada rua vazia de decorações festivas e em cada dorso desnudo da camiseta verde amarela, que antes tanto nos enchia de orgulho e esperança. O Brasil está mudando e não será surpresa sairmos desta experiência, senão campeões da bola, quem sabe, aprendizes de um ativismo cívico, cuja partida principal teremos a chance de disputar, nas urnas, meses após a bola ter parado de rolar. E é lá onde não podemos fazer feio...

Projeto Toda Poesia: Mulheres malditas, Charles Baudelaire

Qual é o seu poema favorito? De qual trecho de música você mais gosta? E o texto de peça que mais te toca? Qual é seu livro favorito? O que é especial pra você? TODA POESIA é um canal que reúne em vídeo os textos favoritos de quem apóia a livre manifestação da arte em texto. 

Direção Geral: Guilherme L. Pina

Produção e Assistência de Direção: Clarissa Braga
Assistência de Produção e Still: Julia Maria Ferreira