domingo, 2 de janeiro de 2011

Entrevista Portal da PUC - 02/01/2011




Um Campeonato Brasileiro com sotaque argentino
Bruno Alfano e Gustavo Rocha - Do Portal
03/12/2010


Arte: Stéphanie Saramago
No Brasileirão 2010, o país do futebol arte foi palco para os argentinos Conca, Montillo e D’Alessandro. Os craques do Fluminense, Cruzeiro e Internacional brilharam, transformando badalados nomes, como Ronaldo e Neymar, em figurantes do campeonato. Na segunda-feira (06/12), a CBF realizará a festa de entrega do prêmio dos melhores jogadores do ano e os três são favoritos à conquista.
No páreo, Conca se destacou no Fluminense, líder do campeonato, tanto pelos gols e passes decisivos quanto pela regularidade: é o único jogador de linha que participou de todos os jogos do campeonato. Montillo estreou pelo Cruzeiro na 22° rodada, quando o time ocupava a quinta colocação. A partir dessa partida, a equipe mineira cresceu e chegou a liderar o campeonato, no 29° jogo do campeonato, por duas rodadas. Já D’Alessandro viveu seu melhor momento no primeiro semestre do ano, na Taça Libertadores da América. O Internacional, com a participação decisiva do argentino, foi campeão do torneio sul-americano e conquistou a vaga para o mundial interclubes.
Para o comentarista do SporTV e autor do livro Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro, Marcelo Barreto (Foto), os três jogadores têm qualidades distintas, mas aquele que se aproxima mais do camisa 10 clássico é o cruzeirense Montillo.

 Photocamera 
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– O D’Alessandro é muito habilidoso e sabe fazer bons lançamentos. Entretanto, para ele ser um 10 por excelência faltava finalizar melhor. O Conca funciona melhor um pouco mais recuado. Ele é um jogador que gosta de ver o jogo mais de trás, mas sabe chutar bem a gol e chega perto dos atacantes. Já o Montillo é o que mais se aproxima de um 10 clássico: tem habilidade, visão de jogo, encosta nos atacantes e busca os lados dos campos – observou o especialista.
O "camisa 10" clássico citado por Barreto nasceu quando os times passaram a jogar com dois, em vez de três, atacantes. A partir daí, o jogador da posição passou a ser o responsável por ligar o meio de campo ao ataque. Para realizar a função com competência, deve utilizar recursos técnicos como passe, finalização, lançamento que são aprendidos nas categorias de base. Esta, na visão dos especialistas, é a razão para o sumiço dos camisas 10 brasileiros. Segundo o comentarista André Kfouri, do canal ESPN, as categorias de base dos times pararam de se preocupar em produzir esse tipo de jogador, pois todas as jovens promessas habilidosas são transformadas em atacantes.
– A maior preocupação é encontrar volantes, jogadores de marcação. Muitos treinadores armam seus times com apenas um jogador de mais habilidade no meio de campo porque estão convictos de que a prioridade tem que ser marcar – afirmou Kfouri.
O comentarista Marcelo Barreto afirma que a formação de jovens jogadores é direcionada em função do mercado europeu. Isso explica a preocupação em revelar volantes e atacantes, em detrimento dos camisas 10 armadores.

Divulgação
 Divulgação
– As categorias de base não se preocupam em formar os camisas 10 brasileiros porque elas não atendem ao mercado brasileiro, mas sim ao europeu. E lá não tem muito essa figura do 10. Na Europa tem o atacante rápido aberto pela ponta e um monte de cabeça de área, volantes: o jogador forte que corre o campo todo, sabe marcar e consegue chegar no ataque.
Na opinião do colunista Fernando Calazans (Foto), do jornal O Globo, as categorias de base da Argentina não adotam uma postura similar por uma questão cultural.
– Como diria Nelson Rodrigues, nós brasileiros temos complexos de vira-lata e, por isso, copiamos os europeus, americanos e tudo o mais. Os argentinos são mais arraigados à sua cultura. Então, eles nunca desprezaram esses jogadores habilidosos. Pode ser pequenininho como o Conca, o D’alessandro, o Montillo, Maradona, Messi – observou Calazans.
Na opinião do comentarista Carlos Eduardo Éboli, da rádio CBN, é obrigação dos clubes procurar novos armadores.
– Cabe aos clubes gerar essa produção no meio de campo. O Brasil começou a mudar um pouco a cara quando conquistou o tetracampeonato, com o sistema defensivo muito sólido. Depois dessa Copa, o país passou a formar melhores zagueiros – opinou o comentarista.

Divulgação/Internacional  
 Divulgação/Internacional  
O horizonte sem camisas 10 brasileiros, entretanto, não é unanimidade. Luiz Mendes, o “palavra fácil” da CBN, é mais otimista.
– Por enquanto, os times vão procurar nos países vizinhos, mas o Brasil vai voltar a produzir os nossos. Já temos alguns. O [Paulo Henrique] Ganso do Santos é um jogador desse tipo: mescla um bom sentido de armação com um bom passe. E ainda há outros como o Douglas, do Grêmio, o Elias, do Corinthians. Os clubes estão procurando – prevê o comentarista.
Antes eternos rivais, agora os jogadores hermanos invadem a prancheta de escalação dos técnicos. Com um mercado forte, os clubes brasileiros passaram a tirar os jogadores dos países vizinhos. O fato do Brasileirão ter como destaque três argentinos não surpreende Marcelo Barreto:
– Isso já podia ter acontecido antes. O futebol brasileiro está impondo um certo poderio financeiro em relação à América do Sul – afirmou.
Segundo o comentarista argentino Manolo Epelbaum, do SporTV, o fato de o campeonato argentino ser transmitido no Brasil, por um canal especializado em esportes, foi importante para que o mercado argentino seja explorado pelos clubes brasileiros.

Stéphanie Saramago
 Stéphanie Saramago
– O público do Brasil passou a apreciar o futebol argentino porque entrou em contato com o campeonato de lá. Há cinco anos você não via ninguém nas ruas do Brasil com camisas de clubes argentinos. Hoje em dia, tem tantas pessoas usando esses produtos quanto argentinos com a camisa do Flamengo em Buenos Aires – afirmou Epelbaum.
O comentarista argentino não acredita que o Brasil deixou de produzir armadores. Na opinião dele, isso é uma fase:
– É um momento. Futebol é um esporte muito fugaz – disse.
Para os torcedores, a rivalidade é deixada de lado quando os jogadores estrangeiros se destacam dentro de campo. Professor de Marketing Esportivo da PUC-Rio, Luiz Léo explica que a nacionalidade dos jogadores não seria um empecilho em um eventual projeto de marketing com esses atletas.
– Os argentinos estão se destacando pela qualidade de jogo dentro de campo. Eu não vejo um esforço empresarial, do ponto de vista dos negócios, para projetar esses caras. Caso os clubes tentassem, dado o momento espetacular que ele vive tecnicamente, o consumidor não rejeitaria os produtos atrelados à imagem do Conca, por exemplo, pelo fato dele ser argentino – explicou o professor.
Além de pequena projeção midiática, o trio quase não aparece na Argentina e essa falta de visibilidade faz com que sejam esquecidos pela seleção nacional. D’Alessandro foi o único que já defendeu a Argentina, mas não é nome certo nas convocações. Segundo André Kfouri, pesa contra Conca e Montillo o fato de não terem construído uma história com a camisa de um time local.

Divulgação/Cruzeiro 
 Divulgação/Cruzeiro 
– Eu acho que essa é a principal questão. Enquanto o D’Alessandro já foi campeão da Argentina pelo River Plate, Conca e Montillo saíram do país cedo e começaram a despontar fora. Eles não têm um currículo que chame atenção no período em que eles jogaram na Argentina – afirmou Kfouri.
Na opinião do comentarista Carlos Eduardo Éboli, da rádio CBN, o fato dos jogadores não jogarem na Europa também contribui para diminuir as chances do trio.
– Eu acho que há uma discriminação, sim. A Argentina ainda olha muito para os jogadores que vão para a Europa. Historicamente, eles não valorizam os jogadores que vem atuar no Brasil – opinou Éboli.
Para Manolo Epelbaum falta apoio da mídia local para que Conca, o argentino do Fluminense, tivesse alguma oportunidade.
– O Conca vai ser chamado para a seleção. Fica tranquilo. Eu estou dando muito apoio jornalístico a ele nos principais jornais de lá. Não é possível que um povo pentacampeão consagre um argentino como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro e os jornais da Argentina não dão uma linha – concluiu Epelbaum.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entrevista Portal da PUC - 17/11/2010








Megaeventos esportivos serão desafios do governo Dilma
Isabela Campos e Mariano Carneiro - Do Portal
17/11/2010





O governo da presidente Dilma Rousseff terá que dar atenção redobrada ao esporte. Durante o governo Lula,
o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Combinações como
esta só aconteceram, até agora, em outros dois países: o México sediou as Olimpíadas em 1968 e a Copa em
1970, e os Estados Unidos tiveram a Copa em 1994 e as Olimpíadas em 1996.

A força midiática desses torneios, no entanto, nunca teve tanto impacto. Hoje, o retorno comercial e estrutural é
muito grande, o que aumenta as responsabilidades do país realizador. Como o Brasil está em um período de forte
desenvolvimento econômico, o grande desafio do novo governo será a criação de oportunidades para que o
esporte brasileiro seja beneficiado por todas essas circunstâncias.

Caso não seja reeleita, Dilma não será a responsável direta pelas Olimpíadas de 2016, mas é imprescindível
que as preparações comecem desde já. Para Luiz Léo, professor do Departamento de Comunicação Social da
PUC-Rio e agente de jogadores de futebol, a importância de eventos como esses deve ser supra-partidária,
pois trata-se do interesse  de todos para o crescimento nacional.

– Esses eventos independem de que modelo partidário se compartilha.  Eles são do Estado e da sociedade
brasileira e é claro que todos vão querer fazer da melhor forma para promover o país. É fundamental saber
que foi feito um grande esforço para que esses acontecimentos pudessem ser sediados pelo nosso país,
e esta é uma forma de investir no esporte e na nação. O uso da verba para o esporte deve ser gerenciado
com competência e fiscalizado. O grande desafio do governo será aproveitar esse momento e conduzir o
Brasil a obter resultados maiores e melhores – afirmou Luiz Leo.

Para o professor, só o fato de estar mais perto das competições aguça a curiosidade e o interesse do povo por
modalidades diferentes, podendo surgir, assim, novos atletas e profissionais. A proximidade dos campeonatos vai
difundir o esporte no Brasil e ajudar a criar estruturas, tanto físicas quanto de treinamento para gerações futuras,
além de acelerar o processo de formação de atletas.

– O necessário para a formação e a captação de atletas já está sendo feito. Acredito que seja preciso estimular
a prática de esportes e, assim, vão surgindo atletas mais capacitados e bem preparados – opinou o professor.

O Brasil enfrentará desafios estruturais para a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A criação
de arenas, as reformas nos estádios de futebol, a reorganização do transporte público, a preservação do meio
ambiente e o controle da violência nas cidades, principalmente no Rio de Janeiro, são os pontos mais importantes
nessa área. Somente para realizar as Olimpíadas, estima-se que os governos e a iniciativa privada tenham que
investir cerca de R$ 5 bilhões apenas em transporte público. A conta incluirá, também, a despoluição do complexo
lagunar da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que, como nos Jogos Pan-Americanos, acolherá as competições.

Projetos de base para alavancar resultados no futuro

A jogadora de pólo aquático do Flamengo e da seleção brasileira
Carolina Mello, de 22 anos, afirma que houve mudanças com a
criação de novas leis de incentivo junto ao Bolsa-Atleta – programa
criado no governo FHC que visa auxiliar o custo de treinamento –,
mas que ainda não é o suficiente para um desenvolvimento ideal.

– Acho que, durante o governo Lula, já houve uma melhora na
questão dos incentivos aos atletas que fazem parte das seleções
das modalidades olímpicas, mas infelizmente os recursos ainda
não são suficientes em alguns casos. No pólo aquático, por exemplo,
muitos clubes têm dificuldade de manter suas equipes por longos
períodos. Deve-se pensar numa forma desse apoio chegar a
 mais atletas, alé dos já beneficiados – disse Carolina.

Carolina ainda reconhece a preocupação dos clubes em como usar o dinheiro para aprimorar os treinamentos.
É evidente a necessidade de um projeto que melhore a renda dos atletas em formação e crie alternativas
para que mais pessoas tenham esse auxílio e possam competir com os esportistas de outros países.

– O que temos hoje já é melhor do que nada. Com a mudança na lei, a partir do ano que vem, a verba que
recebemos para usar nos treinamentos e na preparação vai aumentar – concluiu a esportista.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Entrevista Portal da PUC - 28/06/2010



Seleção é imune à disputa entre Dunga e a imprensa
Bruno Alfano e Evandro Lima Rodrigues - Do Portal
28/06/2010

Photocamera
Reconhecido pela eficiência no desarme quando ajudou o Brasil a ganhar o tetra, em 1994, Dunga virou sinônimo de ataque. Dos habituais confrontos com a imprensa aos xingamentos à beira do campo que quase lhe renderam uma suspensão nesta Copa, o técnico acumula discussões no currículo dourado pela classificação confortável ao Mundial da África do Sul. O pragmatismo dos resultados asseguram-lhe imunidade. Ou será o comportamento do treinador uma ameaça à imagem e ao lucro da seleção brasileira? Para Luiz Léo, professor da PUC-Rio especialista em marketing esportivo, os negócios da seleção estão vacinados:
– Em poucos segmentos de negócios o Brasil comporta um empreendimento de tanto sucesso. Além dos dez parceiros comerciais que a CBF ostenta atualmente, remunerando seu principal produto (seleção brasileira), há uma fila de interessados, aguardando a oportunidade de entrar para este seleto "clube".
No marketing, as empresas procuram associar a sua imagem a valores simbolizados pelo "garoto-propaganda". Em um evento como da Copa do Mundo, porém, os contratados para os anúncios são escolhidos menos pela imagem que representam do que por sua visibilidade. Exatamente por isso, a bola da vez, segundo Luiz Léo, é o técnico Dunga. Já ao fim da Copa os anúncios protagonizados pelo técnico tendem a mingua – mesmo em caso de título:
– Não há dúvidas de que Dunga irá perder receitas de publicidade após a Copa, mas não por sua imagem propriamente dita, e sim pela própria sazonalidade do evento. Não acredito que ele [Dunga] faça um antimarketing. Agressividade também pode ser um dos valores explorados pelas marcas – argumenta Léo.
O antropólogo e professor da PUC-Rio Everardo Rocha, especialista em consumo, acredita que a "postura" do técnico pode levar à retranca do mercado publicitário:
– O Dunga fecha mercado para ele próprio. Ser mais generoso e polido poderia abri-lo.

Mauro Pimentel
 Mauro Pimentel
Para Everardo (foto), a falta de polidez nas declarações do comandante prejudica a imagem da seleção fora do país, mas é insuficente para atrapalhar a torcida pelo time. Vitória do pragmatismo.
– No plano internacional, a imagem do Brasil pode ficar manchada. Dentro do Brasil, eu acho muito difícil matar o amor dos brasileiros pelo time. Isso está fora de cogitação. O resultado é o negócio que mais pesa. Na medida em que os resultados forem positivos, os problemas tornam-se irrelevantes – avalia Everardo.
Para o professor de comportamento do consumidor Eduardo Ayrosa, da Fundação Getúlio Vargas, a imprensa tem sua cota na atitude agressiva do técnico:
– Para algumas pessoas, os jornalistas incomodam mesmo e a imprensa está agindo assim porque está sendo atacada. Se, por acaso, o Brasil continuar ganhando, o que vai se dizer?
Duelo com a imprensa
O desentendimento entre a imprensa e Dunga não é novidade. O desempenho da Copa de 90 – vencida pela Alemanha, na Itália – foi o pior desde 1966. Eliminada nas oitavas de finais, pela rival Argentina (1 a 0), o time comandado por Sebastião Lazaroni  e do qual Dunga era capitão foi criticado pelo futebol defensivo. A derrota marcou a geração apelidada pela imprensa de "era Dunga".
Quatro anos depois, sob os cuidados de Carlos Alberto Parreira, o Brasil escolhia de novo uma formação que privilegiava o jogo destrutivo para enfrentar os adversários. Entretanto, os gols da dupla Romário e Bebeto – e os poucos sofridos pela sólida defesa, três em todo o Mundial – levaram a equipe canarinho ao tetracampeonato e o capitão Dunga, à redenção.

Photocamera
 Photocamera
Em 1998, na França, Dunga despediu-se da selelção – como jogador. Ainda como capitão, exercia a liderança a qualquer custo: no segundo jogo da primeira fase, contra o Marrocos (3 a 0 para o Brasil), o capitão deu uma cabeçada em Bebeto após breve discussão. A dupla fez as pazes ao longo da partida e o episódio foi diluído pelas vitórias.
Everardo Rocha acredita que a forma como a imprensa tratou o então jogador desde o seu primeiro Mundial ainda o incomoda:
– Ele [Dunga] se sente muito perseguido desde sempre. Quando jogador, não foi bem tratado, bem acolhido, desde a era Dunga, sinônimo de futebol feio. Então ele reage enfaticamente, de uma maneira desnecessária – grosseira até. Isso vem de uma mistura de fatores: personalidade, posição que ocupa, pressão, medos.
O psicólogo Raphael Zaremba, professor de psicologia do esporte da PUC-Rio, também acredita que a razão das atitudes do técnico com a imprensa pode ser encontrada na história da vida dele. Ressalva que "essa postura serve para preservar o grupo":
– Dunga parece ter uma grande preocupação em defender e preservar o seu trabalho e o grupo que ele comanda, mas, para isto, acaba adotando uma postura considerada "agressiva" por muitos.
A pressão do cargo também é apontada pelo especialista como responsável pelo duelo com os jornalistas:
– Podemos tanto tentar encontrar respostas na história de vida dele quanto na pressão que qualquer pessoa que ocupa o lugar que ele está ocupando enfrentaria.
A Copa da deselegância
A Copa do Mundo de 2010 coleciona exemplos de técnicos pressionados perdendo a cabeça. A coletiva do eslovaco Vladimir Weiss – depois da derrota de 2 a 0 para o Paraguai, pela segunda rodada do Mundial, no dia 20 – durou apenas 40 segundos. “Os adversários foram melhores, o que é a resposta óbvia", foi a explicação para a derrota e única resposta do treinador, além de uma ameaça feita a um jornalista eslovaco. No dia seguinte, Weiss faltou a coletiva, por “não aceitar a maneira de tratamento da imprensa”. No dia 24, foi a público pedir desculpas:
– Peço que vocês me desculpem pelo que aconteceu no nosso relacionamento até agora. Eu faço futebol para quem gosta de futebol. Só que alguns de vocês (jornalistas) querem trazer tristeza para o nosso ambiente – afirmou.   
O técnico francês Raymond Domenech, depois da derrota para a África do Sul por 2 a 1, que confirmava a humilhante eliminação na primeira fase do Mundial, deixou de cumprimentar o treinador adversário, Carlos Alberto Parreira. Domenech deixou o brasileiro de mão estendida, num desfecho vergonhoso para a participação da França da Copa – com duas derrotas, um empate e incontáveis problemas de relacionamentos entre os jogadores e a comissão técnica.
– O fair play (a gentileza) não está sendo uma coisa muito presente nos técnicos nessa Copa – que são de fato muito pressionados. Deve ser complicado você ficar com 500, 600 jornalistas no seu pé o tempo inteiro – opina Everardo.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

III Seminário de Comunicação e esporte - PUC-Rio

Palestra sobre Publicidade e Marketing no Evento Esportivo






A PUC-Rio realizou o III Seminário de Comunicação e Esporte: a construção do Evento Esportivo, nos dias 1° e 02 de Junho. O segundo dia do evento teve como tema "O papel da Publicidae/Marketing na construção do Evento Esportivo". Os palestrantes convidados foram Rômulo Maia e Pedro Sampaio, estudantes de Publicidade da PUC-Rio, Édison Gastaldo, publicitário, antropólogo e professor adjunto no Departamento de Letras e Ciências Sociais da UFRRJ, e Gustavo Ferro, gerente Setorial de Publicidade e Promoções da Petrobrás.      

Os estudantes de Publicidade da PUC-Rio, Rômulo Maia e Pedro Sampaio, iniciaram o seminário. Rômulo ressaltou os aspectos do evento esportivo, como a identificação do consumidor com os atletas e  a singularidade de cada partida. "Nehum evento esportivo é igual ao outro", disse o estudante.

Pedro falou das formas que a publicidade explora esses eventos. Segundo ele, existem dois objetivos no patrocínio de eventos espotivos: agregar valor à marca ou obter visibilidade dos consumidores.
O seminário é organizado pelo professor Luiz Francisco Leo do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio.


Para assistir?

Parte I - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-I-6937.html#.VPTE7XzF98E

Parte II - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-II-6936.html#.VPTE3XzF98E

Parte III - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-III-6938.html#.VPTEz3zF98E

Parte IV - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-VI-6950.html#.VPTDq3zF98E

Parte V - http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-V-6949.html#.VPTEb3zF98E



quinta-feira, 11 de março de 2010

Rio 2016: o dever de casa para consumar o sonho


Bruna Santamarina, Carolina Frossard, Luigi Ferrarese e Yasmim Rosa - Do Portal
11/03/2010



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– Temos um clima tropical. Devemos construir estruturas sustentáveis. Temos que pensar em pontos como direção do sol, arejamento, umidade. Devemos procurar tecnologias não convencionais e mudar a linha de pesquisas. Construímos nos baseando em materiais dos Estados Unidos e da Europa.
Um dos maiores desafios apontados por especialistas é a melhoria da infraestrutura. O sistema de transportes está entre as prioridades. Para torná-lo mais eficiente, não basta aumentar a malha rodoviária:
– Deve haver a expansão do metrô e a ligação da AP3 (que inclui áreas como Bonsucesso e Penha) ao resto da cidade. Pelo menos trazer melhorias nas condições de transporte para 40% da população. É preciso, portanto, mudar o eixo do transporte rodoviário para o de trilhos – afirma o economista Luis Martins de Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Ele ressalta que a festa pela escolha deve ser acompanhada de um trabalho sério para corresponder à responsabilidade de acolher uma Olimpíada: 
– Temos a ideia mágica de que ganhamos e está tudo ótimo. Não é bem assim. É o início de um longo trabalho.
Lucas Landau
 Lucas Landau

A estrutura receptiva aos turistas também precisa ser ampliada. O ponto foi um dos que envolveram mais questionamentos do Comitê Olímpico Internacional (COI). O professor Eduardo Vilela, da Universidade Federal Fluminense, considera a oferta atual da cidade não apenas insuficiente, mas também de um baixo nível de qualidade:
– É preciso investir muito nessa área. O que pode ajudar é a vinda de transatlânticos para a cidade, o que gera mais turistas, e, o mais importante, não ocupa os quartos dos hotéis. Mas, para isso, o porto precisa ser modernizado. O projeto da rede hoteleira pode ser resolvido com investimento privado e a ampliação de créditos, principalmente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A experiência das últimas edições de Jogos Olímpicos mostra que o nível de exigência é mais alto do que em outras competições esportivas. Sidney Garambone, editor executivo do Esporte Espetacular, cobriu a edição de Pequim, no ano passado, e ressalta a necessidade de se ter um plano de ação detalhado:
– Não é como assistir a um Fla-Flu no Maracanã. Tudo é muito bem feito. Na China, havia um sistema para se chegar ao local de competição, o lugar era reservado. É realmente coisa de primeiro mundo. Os Jogos Pan-Americanos são café-com-leite em comparação às Olimpíadas.
Sediar os Jogos Olímpicos abre perspectivas para um aporte de investimentos. O orçamento prevê o gasto de US$ 14,4 bilhões. A verba é mais do que o dobro da projetada por Tóquio e Madri. A candidatura de Chicago era a mais barata: US$ 4,8 bilhões.
O orçamento final para os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro em 2007, foi cerca de dez vezes maior do que o projetado. Luis Martins de Mello credita esse aumento a uma aposta em grande afluxo de capital privado, o que não se confirmou. Para as Olimpíadas, ele espera um final diferente:
– O erro não foi repetido. O orçamento desta vez leva em consideração um maior investimento público.
Uma das principais justificativas para a candidatura aos Jogos são os benefícios em infraestrutura pública e esportiva. Eduardo Vilela alerta para a necessidade de que o legado seja maior que o do Pan 2007. O planejamento não deve se centrar apenas na realização das competições.
– O pós-Olimpíadas também precisa ser pensado com relação à estruturação da cidade. Não adianta construir grandes espaços, que depois não serão usados em prol da sociedade. O país precisa de mais esportistas, não só jogadores de futebol – acredita.
Para a realização da Rio 2016, a cidade precisa investir na construção de instalações olímpicas. Segundo relatório do COI, das 34 estruturas que compõem o projeto brasileiro, apenas 18 já estão prontas para receber um evento dessa grandiosidade. Oito espaços precisam de reformas. Outros dezesseis serão construídos especialmente para abrigar a competição, sendo sete temporários.
As praças esportivas dos Jogos Pan-Americanos não foram preparadas para uma posterior campanha olímpica. O parque aquático Maria Lenk, por exemplo, construído para a competição de 2007, não tem dimensões adequadas para ser utilizado em 2016.
– Não houve legado do Pan. O controle da maior parte das estruturas passou para a iniciativa privada. As outras estão subutilizadas – critica Garambone.
Algo que pode atrapalhar o planejamento para os Jogos Olímpicos é a proximidade com a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil em 2014. O professor Luiz Francisco Leo, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, tem ressalvas à atuação em duas frentes:
– A concomitância de dois eventos de grande porte atrapalha a alocação de recursos. São duas grandes marcas sobrepostas em um curto espaço de tempo e isso pode causar dificuldades logísticas. O ideal é que haja sinergia e que os dois eventos compartilhem parceiros, mas não sei se é isso que vai acontecer.
A edição dos Jogos Olímpicos de 2016 caracteriza-se pela proposta de amenizar o impacto ambiental. O slogan “Jogos verdes para um planeta azul” é ponto de partida para uma série de medidas. O projeto carioca prevê a recuperação do sistema lagunar da Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara e a neutralização das emissões de carbono pelo plantio de 24 milhões de árvores, sendo 3 milhões só na Floresta da Tijuca. O plano de gestão de sustentabilidade prevê, ainda, a utilização ampla de fontes de energia renovável.
– Tempo e recurso existem, mas dependemos da seriedade do Comitê Olímpico. A sociedade também precisa mostrar que está atenta, que vai fiscalizar as obras de perto. Caso contrário, haverá corrupção. Temos exemplos do Pan e da Cidade da Música. As pessoas ficam inertes quando escândalos vêm à tona – aponta Fernando Walcacer, professor de Direito Ambiental e vice-diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA) da PUC-Rio.
Luis Martins de Mello também demonstra preocupação com os gastos públicos e o respeito ao plano de metas imposto pelo COI. Segundo ele, cabe ao povo brasileiro exigir transparência:
– A sociedade civil deve fazer pressão para que o governo cumpra o projeto em prazo e orçamentos inicialmente estipulados.
São muitos os desafios, e de grandes proporções. A sete anos da primeira edição olímpica na América do Sul, o Brasil tem tempo para determinar que legado restará dos Jogos.
– Nossa maior preocupação agora deve ser escolher se vamos entrar para a história e olhar para trás com orgulho ou perder as prioridades sociais e passar vergonha – define Garambone.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

II Seminário de comunicação e esporte - A construção do ídolo esportivo

Seminário Comunicação e Esporte


A construção do Ídolo esportivo 

Dias 28 de outubro e 04 de novembro, das 09h às 12h, na PUC-Rio

O evento ocorrerá em duas quartas-feiras, nos dias 28/10 e 04/11, das 09h às 12h, na sala 102K no Edifício Kennedy da PUC-Rio. O seminário foca na questão do tratamento do ídolo esportivo no jornalismo, no dia 28, e da publicidade/marketing, no dia 04. No dia 28, o debate contará com a participação do ex-jogador e presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e do jornalista do José Ilan. E no dia 4 Fernando Ávila, ex-jogador de vôlei e consultor de marketing esportivo, e Mariana Brochado, ex-nadadora e comentarista do sportv 

Fonte: Twitter Esporte na Mídia

Comunicação e Esporte

Na quarta-feira, 28, e na quarta-feira, 4 de novembro, das 9h às 12h, será realizado o II Seminário Comunicação e Esporte: A Construção do Ídolo Esportivo. Organizado pelo professor Luiz Léo, do Departamento de Comunicação, o seminário tem como objetivo refletir sobre o universo do ídolo esportivo a partir de suas relações com plataformas de mídias globais. No dia 28, o debate contará com Bruno Mattos e Thiago Lima, alunos de Comunicação Social, Roberto Dinamite, presidente do Vasco da Gama, e José Ilan, jornalista do Globo Esporte. O dia 4 terá a presença de Carlos Gustavo e Thiago Vieira, alunos de Comunicação Social, Jackie Silva, medalhista olímpica de beach volley e Fernando Ávila, superintendente de esportes olímpicos do Vasco. As inscrições devem ser feitas no local e no dia dos seminários.





Para assistir:

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/II-Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-5436.html#.VPTDRHzF98E

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Esporte-na-Midia-5602.html#.VPTCqHzF98E

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dinamite participa de seminário na PUC em 28/10 e Fernandão em 04/11

NETVASCO - 23/10/2009 - SEX - 13:14 - 

Seminário Comunicação e Esporte:
A construção do Ídolo esportivo
Dias 28 de outubro e 04 de novembro, das 09h às 12h, na PUC-Rio

evento ocorrerá em duas quartas-feiras, nos dias 28/10 e 04/11, das 09h às 12h, na sala 102K no Edifício Kennedy da PUC-Rio. O seminário foca na questão do tratamento do ídolo esportivo no jornalismo, no dia 28, e da publicidade/marketing, no dia 04. No dia 28, o debate contará com a participação do ex-jogador e presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e do jornalista do José Ilan. E no dia 4 Fernando Ávila, ex-jogador de vôlei e consultor de marketing esportivo, e Mariana Brochado, ex-nadadora e comentarista do sportv

Fonte: Twitter Esporte na Mídia

Comunicação e Esporte

Na quarta-feira, 28, e na quarta-feira, 4 de novembro, das 9h às 12h, será realizado o II Seminário Comunicação e Esporte: A Construção do Ídolo Esportivo. Organizado pelo professor Luiz Léo, do Departamento de Comunicação, o seminário tem como objetivo refletir sobre o universo do ídolo esportivo a partir de suas relações com plataformas de mídias globais. No dia 28, o debate contará com Bruno Mattos e Thiago Lima, alunos de Comunicação Social, Roberto Dinamite, presidente do Vasco da Gama, e José Ilan, jornalista do Globo Esporte. O dia 4 terá a presença de Carlos Gustavo e Thiago Vieira, alunos de Comunicação Social, Mariana Brochado, ex-atleta de natação e atual comentarista, e Fernando Ávila, superintendente de esportes olímpicos do Vasco. As inscrições devem ser feitas no local e no dia dos seminários.




Fonte: PUC Urgente

http://www.netvasco.com.br/news/noticias15/71235.shtml

terça-feira, 26 de maio de 2009

I Seminário de comunicação e esporte - O espetáculo do esporte na mídia




O propósito é reunir estudantes, professores e profissionais do setor, para refletir sobre o universo do esporte e sua transformação em negócio, a partir de suas múltiplas relações com as plataformas de mídia globais (notícias, anúncios, filmes, programas televisivos, entre outras).

26, 27 e 28 de maio de 2009

http://esportenamidia.blogspot.com.br/

Para assistir ao evento:

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-I-4028.html#.VPTB5XzF98E

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-I-4027.html#.VPTB_HzF98E

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-I-4029.html#.VPTCEXzF98E

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Videoteca/Ciencias-Sociais/Comunicacao/Seminario-de-Comunicacao-e-Esporte-I-4030.html#.VPTCI3zF98E

terça-feira, 31 de março de 2009

O futuro do jornal impresso


Nos fatos

A tecnologia afeta a vida de todos os seres humanos, disto ninguém mais duvida. Nosso cotidiano está repleto de aparatos e, diante deste fato, o jornalismo impresso ainda resiste, mas não sabemos por quanto tempo. Segundo o professor de Mídias Globais da PUC-Rio, Luiz Léo, não há possibilidade de o jornal de papel ser extinto. Para ele, o periódico que nós conhecemos passou por diversas transformações até chegar ao modelo atual, e tem espaço para se modernizar ainda mais.


O professor explica que as novas tecnologias têm o papel de produzir e circular notícias assim como acontece no jornalismo impresso, mas contam com algumas características mais interessantes, como a instantaneidade e a interatividade, por exemplo. Estes fatores, no entanto, não seriam propriamente uma ameaça ao jornal de papel. De acordo com Léo, a experiência sensorial em folhear as páginas e de conseguir deslocar todas as notícias contidas em uma edição para onde quiser e poder dobrar, recortar e reler, ainda é o diferencial.


A jornalista Marcella Vieira, da Agência Rio, vai além: as reportagens do jornal impresso, segundo ela, contam com uma apuração mais produzida do que qualquer outro tipo de veículo e oferece um produto final “imbatível”, mais cuidadoso e zeloso do que o que costumamos ler na internet, por exemplo.

Léo partilha da opinião de que o que as novas tecnologias fazem nos dias de hoje não interferem propriamente no jornal impresso em si, mas na forma em que ele é feito, isto não só no Brasil, mas também em todo o mundo.

- A palavra escrita perde força velozmente, em razão de um certo imperativo das imagens, movimento este fielmente traduzido pelo ditado popular: "mais vale uma imagem do que mil palavras". Lamentavelmente, este "paradigma" invadiu o universo do texto, da palavra escrita, provocando severos danos. O principal deles: o empobrecimento dos conteúdos, que se já eram superficiais, quando permeados por imagens, ganham um caráter ainda mais volátil, simplório e evasivo – explica o professor.


Segundo Léo, o jornalismo impresso de hoje está muito mais visual do que propriamente textual, há mais espaço para imagens, sejam elas relativas a notícias ou até mesmo a propagandas. O professor cita que o aprofundamento da crítica está sendo suprimido, dando lugar a um tipo de conteúdo mais simples e imediatista, que em certas ocasiões pode ser também classificado como superficial.

Já Marcella argumenta que a mídia impressa no país carece de variedades e cita apenas O Globo, a Folha de S. Paulo e o Estadão como jornais tidos como nacionais.

- Os jornais locais, como Zero Hora, O Dia, Estado de Minas, entre outros, produzem bons conteúdos, entretanto, mais direcionados a uma determinada parcela da população que ele (jornal) abrange naquela determinada cidade – comenta.

O Brasil está na mesma situação dos outros países em relação ao futuro do jornal impresso, de acordo com Luiz Léo. Ele enumera alguns fatores que são de ordem mundial, como, por exemplo, o alto custo dos meios impressos e o escasso bem que é o papel, e explica que as revistas e jornais só se mantêm por conta da publicidade.

Para o professor, o perfil dos leitores do jornal impresso está mudando conforme as transformações vão acontecendo.

- A população, de uma maneira geral e não só a brasileira, tem tido mais acesso à educação nos últimos séculos, o que, em regra capacita-nos a conviver mais proximamente com a palavra escrita. A equação parece simples: população mais letrada, mais acesso a conhecimento e melhora dos conteúdos, já que se passaria a exigir mais dos meios. Na prática, no entanto, existem outros dados que se somam a esta conta: a perda de poder aquisitivo torna a informação um bem supérfluo, a despeito de o indivíduo estar mais apto a consumi-lo. Por outro lado, aqueles que se encontram num patamar de educação mais elevado e dispõe dos recursos financeiros para consumir a informação impressa, são sucessivamente confrontados pelas ofertas e o enorme poder de sedução que despertam as novas mídias e acabam abandonando os meios mais tradicionais – esclarece.

Marcella também concorda que as transformações na sociedade têm refletido diretamente no jornalismo impresso. A jornalista ressalta a importância de o jornal manter sua identidade diante de tantas mudanças que ocorrem no mundo.

- Acredito que para qualquer jornal que pretenda ser minimamente sério, a questão da identidade tem que estar ligada diretamente com a boa oferta de conteúdo e com a confiança que se quer passar para o leitor. O jornal pode mudar de visual e de jornalistas, mas jamais poderá perder a sua identidade – conclui.

http://nosfatos.blogspot.com/2009/03/o-futuro-do-jornal-impresso.html

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Atlético cumpre promessa de reforçar ataque e traz Marcinho



13/01/2009 às 00:00:05 - Atualizado em 13/01/2009 às 04:10:24

Clewerson Bregenski

Ciciro Back
Volante fez falta quando deixou a Baixada no meio do Paranaense
A promessa de qualificar o elenco para a temporada 2009 foi cumprida pela diretoria. Depois de quase uma semana de negociação, finalmente o Atlético anunciou o seu terceiro e mais importante reforço. O meia-atacante Marcinho, 27 anos, assinou na manhã de ontem e ficará no clube por dois anos. Com a chegada do atleta, o Furacão encerra as contratações para a disputa do Campeonato Paranaense.

Marcinho é um jogador rápido e habilidoso que deverá compor muito bem o setor de transição do meio-campo para o ataque, um dos grandes problemas do time rubro-negro nas últimas temporadas. No primeiro semestre de 2008, ele defendeu o Cruzeiro e tornou-se campeão estadual. No semestre seguinte foi para o Kashima Antlers, do Japão, onde também conquistou o título nacional.
Em dezembro o contrato de empréstimo junto ao time japonês se encerrou e o meia-atacante preferiu retornar ao Brasil. A escolha pelo Atlético aconteceu devido à estrutura do clube e o planejamento de montar um time vencedor. “Estou bastante feliz. Todo o atleta gostaria de jogar no Atlético Paranaense pela estrutura, pelo projeto e tudo que a equipe oferece”, revelou o jogador ao site do clube.

O empresário dele, Luiz Léo, considera a contratação de Marcinho pelo Furacão um casamento perfeito. “Acredito que combinou. Marcinho quer buscar um novo espaço e o Atlético em busca de alguém que desequilibre”, afirmou. Hoje à tarde o jogador será apresentado oficialmente à imprensa no CT do Caju.
Trajetória

Marcinho jogou em grandes clubes do futebol nacional como Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro. A fase de maior destaque aconteceu no Verdão paulista, quando, em 2005, marcou 18 gols no Brasileirão. Nessa época, o atleta chegou a defender a Seleção Brasileira principal em um amistoso contra a Guatemala. Também integrou a seleção olímpica em 2003 e a Sub-20 anteriormente. Depois do Palmeiras, Marcinho se transferiu para o Cruzeiro onde não teve uma fase boa e sofreu com lesões. De janeiro de 2007 a junho de 2008, ele fez 51 partidas pela Raposa e assinalou apenas 7 gols. No Japão ajudou seu time a ser campeão nacional.

Mais reforço 

Na surdina, o Atlético negocia o anúncio de outra boa novidade para a torcida. A diretoria está perto de acertar a volta do volante Claiton, 30 anos, que deixou o Furacão no meio da temporada passada para defender o Consadole Sapporo, do Japão apesar das negativas do comando rubro-negro, Apenas detalhes estariam separando o acerto entre o Atlético, o clube japonês e o jogador, que teve boa passagem pela Baixada entre 2007 e 2008. E outros dois reforços ainda podem pintar antes do início do Estadual.

Atlético cumpre promessa de reforçar ataque e traz Marcinho



13/01/2009 às 00:00:05 - Atualizado em 13/01/2009 às 04:10:24

Clewerson Bregenski

Ciciro Back
Volante fez falta quando deixou a Baixada no meio do Paranaense
A promessa de qualificar o elenco para a temporada 2009 foi cumprida pela diretoria. Depois de quase uma semana de negociação, finalmente o Atlético anunciou o seu terceiro e mais importante reforço. O meia-atacante Marcinho, 27 anos, assinou na manhã de ontem e ficará no clube por dois anos. Com a chegada do atleta, o Furacão encerra as contratações para a disputa do Campeonato Paranaense.

Marcinho é um jogador rápido e habilidoso que deverá compor muito bem o setor de transição do meio-campo para o ataque, um dos grandes problemas do time rubro-negro nas últimas temporadas. No primeiro semestre de 2008, ele defendeu o Cruzeiro e tornou-se campeão estadual. No semestre seguinte foi para o Kashima Antlers, do Japão, onde também conquistou o título nacional.
Em dezembro o contrato de empréstimo junto ao time japonês se encerrou e o meia-atacante preferiu retornar ao Brasil. A escolha pelo Atlético aconteceu devido à estrutura do clube e o planejamento de montar um time vencedor. “Estou bastante feliz. Todo o atleta gostaria de jogar no Atlético Paranaense pela estrutura, pelo projeto e tudo que a equipe oferece”, revelou o jogador ao site do clube.

O empresário dele, Luiz Léo, considera a contratação de Marcinho pelo Furacão um casamento perfeito. “Acredito que combinou. Marcinho quer buscar um novo espaço e o Atlético em busca de alguém que desequilibre”, afirmou. Hoje à tarde o jogador será apresentado oficialmente à imprensa no CT do Caju.
Trajetória

Marcinho jogou em grandes clubes do futebol nacional como Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro. A fase de maior destaque aconteceu no Verdão paulista, quando, em 2005, marcou 18 gols no Brasileirão. Nessa época, o atleta chegou a defender a Seleção Brasileira principal em um amistoso contra a Guatemala. Também integrou a seleção olímpica em 2003 e a Sub-20 anteriormente. Depois do Palmeiras, Marcinho se transferiu para o Cruzeiro onde não teve uma fase boa e sofreu com lesões. De janeiro de 2007 a junho de 2008, ele fez 51 partidas pela Raposa e assinalou apenas 7 gols. No Japão ajudou seu time a ser campeão nacional.

Mais reforço 

Na surdina, o Atlético negocia o anúncio de outra boa novidade para a torcida. A diretoria está perto de acertar a volta do volante Claiton, 30 anos, que deixou o Furacão no meio da temporada passada para defender o Consadole Sapporo, do Japão apesar das negativas do comando rubro-negro, Apenas detalhes estariam separando o acerto entre o Atlético, o clube japonês e o jogador, que teve boa passagem pela Baixada entre 2007 e 2008. E outros dois reforços ainda podem pintar antes do início do Estadual.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Marcinho é o novo reforço do furacão

MARCINHO É O NOVO REFORÇO DO FURACÃO

12/01/2009 - Imprensa CAP
Meia-atacante estava no futebol japonês e acertou por dois anos com o CAP
Leonardo Fagundes, da Arena - O elenco do Atlético Paranaense ganha mais um importante reforço para a temporada 2009. O meia-atacante Marcinho, 27 anos, acertou com o Furacão por dois anos e deixa o setor ofensivo do time mais forte. Com passagens pelo Cruzeiro, São Caetano, Corinthians e Palmeiras, onde foi vice-artilheiro do Brasileiro em 2005, com 18 gols, o jogador estava no futebol japonês, onde foi campeão nacional pelo Kashima Antlers em 2008.
Mesmo com a boa temporada na terra do sol nascente, Marcinho decidiu voltar ao futebol brasileiro e o Furacão foi a melhor opção do atleta. "Estou bastante feliz. Todo o atleta gostaria de jogar no Atlético Paranaense, pela estrutura, pelo projeto e tudo que a equipe oferece", revelou o jogador.
 
 Marcinho em ação no futebol japonês ano passado
 Foto: Arquivo
O empresário de Marcinho, Luiz Leo também confirmou a preferência pelo Rubro-Negro. "Hoje no Brasil são poucas as equipes que oferecem estrutura e condições de trabalho. Isto motivou muito a escolha dele pelo Atlético. Acredito que combinou, ele quer buscar um novo espaço e o Atlético em busca de alguém que desequilibre", afirmou Luiz Leo.
O presidente do Conselho Administrativo do CAP, Marcos Malucelli, revelou a satisfação pelo acerto com Marcinho. "A vinda do Marcinho atende uma necessidade que tínhamos de aprimorar ainda mais tecnicamente o time, deixando em condições de lutar pelo título estadual e da Copa do Brasil, que para o Atlético inicia-se em março. Com isso, criamos oportunidade para que o time entrose para o Campeonato Brasileiro", disse Malucelli.
 
 Marcinho foi campeão da J League pelo Kashima em 2008
 Foto: Arquivo
"Com a chegada desse reforço fechamos o elenco e ficamos na expectativa de que todos correspondam ao que espera a diretoria e comissão técnica. Conforme promessa de campanha, estamos enxugando o elenco e deixando o grupo com mais qualidade", finalizou Malucelli.
Confira a ficha técnica de Marcinho
Nome Completo: Marcio Miranda Rocha da Silva
Posição: Meia-atacante
Data de Nascimento: 20 de março de 1981 (27 anos)  
Cidade Natal: Campinas - SP
Peso: 70 Kg
Altura: 1,71 m
Clubes Anteriores: Paulista de Jundiaí F.C (1996-2001); Corinthians (2002); A.D. São Caetano (2003-2005); Palmeiras (2005-2006); Kashima Antlers (2008);  Cruzeiro E.C (2007-2008)
Títulos: Campeão Paulista A2 (2001); Campeão Brasileiro Serie C (2001); Vice-Campeão Brasileiro Série A (2002); Campeão Paulista A1 (2004); Campeão Mineiro (2008); Campeão Japonês - J League (2008)

http://www.atleticoparanaense.com/site/noticias/detalhe/13384/Marcinho-o-novo-reforo-do-Furaco