sábado, 13 de outubro de 2012

TV Brasil - Comentário Geral: Poder



Política, mídia e a espiritualidade são temas do programa
O líder espiritual Ravi Shankar fala sobre o poder da menteO líder espiritual Ravi Shankar fala sobre o poder da menteO Comentário Geral mergulha numa das palavras mais contundentes nos dias de hoje:poder! São vários os tipos de poder, existem o econômico, o religioso, além do poder absoluto e até aquele que emana do povo.

No Brasil, existem três esferas de representação de poder na política, o diretor daEscola de Governo/SP,  Xixio Mauricio, vai explicar como é que se dá a articulação de um governo baseada nesses três poderes.
Ainda na política, o pesquisador de pós graduação da Puc-RioRicardo Ismael, vai analisar a propaganda da campanha de Barack Obama"Yes, We Can" – “Sim, nós podemos”, e os artefatos publicitários que conseguiu eleger, pela primeira vez, um presidente negro nos EUA.

Chamada de Quarto Poder, a mídia por muitas vezes é tida como maquiavélica, que maquia, que cria fatos e perpetua verdades nem sempre comprovados.
Mas será que este Quarto Poder não estaria ameaçado pelas ações públicas nas redes sociais? Será que elas já assumiram a mesma credibilidade das mídias mais tradicionais? Quem responde a essas perguntas é o professor de comunicação de Mídias Globais da Puc RioLuiz Léo.

O poder é pauta também em muitas obras de Cinema, mas o seu maior ícone está na trilogia doPoderoso Chefão! José Wilker, que já viveu muitos poderosos chefões na televisão brasileira e é um cinéfilo convicto, é quem vai falar sobre o assunto.

Outro tema é o Poder da Mente. O líder espiritual Ravi Shankar, que esteve no mês passado noBrasil, recebeu a visita do Comentário Geral, e falou sobre a importância da meditação. Tabus também estão presentes nas relações de poder... A impotência ainda é assunto delicado para muita gente, e quem fala abertamente sobre este tema que assusta muitos homens é o escritorFlávio Braga.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Seminário Roda de Futebol: Copa do Mundo e Sociedade



Da esq. para dir.: Bruno Cortes (Repórter do canal Sportv), prof. Luiz Francisco Ferreira Leo (COM), prof. Renato Callado Ferreira (CEF), Thiago Bokel (Jornalista do Lance!) e Evaristo de Macedo (ex-treinador e jogador de futebol) 

http://nucleodememoria.vrac.puc-rio.br/acervo/eg0156/006

Semana do Esporte na Comunicação


A primeira Semana do Esporte na Comunicação começa nesta segunda

A Semana do Esporte na Comunicação, uma parceria do Departamento de Comunicação Social com o Centro Acadênico Social, será realizada de 24 a 27 na PUC-Rio. O objetivo é debater questões relacionadas ao jornalismo e marketing esportivo. Para isso, foram convidados especialistas que irão discutir temas como a espetacularização do esporte e o uso das novas mídias no jornalismo e na publicidade. Os professores do Departamento de Comunicação Social farão a mediação dos debates que ocorrerão na sala 102-K na ala Kennedy.

Confira a programação:

De 24/09 a 27/09

Exposição de fotografias e portfólios relacionados ao tema “Esporte” no CACOS (Casa V da Vila dos Diretórios).



Dia 24


'Pontapé Inicial: A copa do mundo de 2014' - seminário organizado pela Vice-Reitoria Comunitária no Auditório do RDC.

Convidados:

· Luiz Léo (Professor de Marketing Esportivo da PUC-RIO)

· Evaristo de Macedo (Ex-jogador de futebol)

· Thiago Bokel, (Lance!)

· Bruno Cortes (SporTV)



Dia 25

Dia do Skate (parceria com a Red Bull)

· 11h: Pistas disponíveis para os skatistas

· 18h: Exibição do filme “Dirty Money”



Dia 26

9h: A espetacularização do esporte: show x informação.

É possível conciliar o show que o esporte proporciona com a informação que o jornalista deve passar ao ouvinte, telespectador ou leitor? Como atuar em grandes eventos como a Olimpíada de 2016 e a Copa de 2014? Como agir, dentro de um espaço de grandes competições, com a necessidade da audiência? Isso prejudica ou inviabiliza o critério esportivo e o conteúdo transmitido?

Convidados para o debate:

· Sidney Garambone (SporTV)

· Maurício Torres ( Record)

· Jorge Luiz Rodrigues (O Globo)



Mediador: Alexandre Carauta



11h: Novas oportunidades proporcionadas pela Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016

Como se dá a qualificação do Marketing esportivo para um evento de grande porte? Como promover as ligas, times e atletas individualmente? Como transformar o atleta na marca que irá representar o país?

Convidados para o debate:

· Jackson Vasconcelos (Diretor de marketing do Fluminense)

· Luiz Paulo Moura (Unilever)

· Fabiano Farah (Marketing do jogador Ronaldo)



Mediador: Luiz Léo



13h: Como as novas mídias mudam a forma de fazer jornalismo

Como lidar com a crossmedia e a transmedia? O que muda na forma de fazer ao vivo? Como lidar com a velocidade de transmissão e alcance sem perder a consistência da informação?

Convidados para o debate:

· Eduardo Tironi (Lance! e ESPN)

· Paulo Júlio Clement (FoxSports)

· Gilmar Ferreira (Rádio Globo)



Mediador: Creso Soares



15h: Internet e as novas mídias para publicidade

O que muda com a adoção de novos formatos e recursos dirigidos à novas mídias? A publicidade se mostra mais efetiva nas redes sociais e tendem à exclusão de antigos meios? Como promover a interação dos meios?

Convidados para o debate:

· Thiago Alves (Diretor de arte da DPZ)

· Raphael Sobral (Esporte Interativo)

· Maurício Portella (Mídias sociais do Esporte Interativo)



http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2012/09/23/a-primeira-semana-do-esporte-na-comunicacao-comeca-nesta-segunda-466348.asp

terça-feira, 11 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A noveleira da Gávea


Para o brasileiro, novela é quase religião. Por mais recorrentes que sejam as tramas, difícil resistir às cenas dos próximos capítulos, invariavelmente recheadas de mistérios, suspenses e situações mirabolantes - daquelas que só as mentes mais criativas são capazes de elaborar. Pois não é que a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, está se revelando uma noveleira de carteirinha ? Não contente com a programação das redes, decidiu inovar, gerando as suas próprias histórias. Misto de criador e criatura, a mandatária rubro-negra se vê as voltas com uma espécie de “Vale a pena ver de novo” para lá de previsível, incompreensível e, porque não, deplorável.

As primeiras cenas chegaram a empolgar. Primeira e única mulher a comandar o clube mais querido do Brasil, ex-atleta vitoriosa, foi eleita com pompa e circunstância, derrotando a chapa do então favorito candidato da situação -que conduziria o Flamengo à conquista do seu sexto campeonato nacional, dias mais tarde. Assumiu em meio às desconfianças de um ambiente hostil e preconceituoso (que não poucas vezes levaram-na às lágrimas). Confiante, tal qual um Odorico de saias, comprometeu-se em sua posse a uma governança vitoriosa, dentro e fora dos muros da Gávea. Cercou-se, para tanto, de um elenco em que não faltaram celebridades (Zico, a estrela máxima das melhores tramas rubro negras, dentre elas).

Como toda boa história, a sua foi alimentada por boas doses de polêmicas e conflitos junto a uma platéia de mais de 30 milhões de tele-torcedores. Na primeira temporada a frente da série “C.R.F”, no melhor estilo “Janete Clair” dissimulou, despistou e criou mistérios. Fez surgir personagens (alguns secundários e para lá de obscuros), quase sempre ocultando mais do que relevando suas verdadeiras intenções. Manteve-se impassível mesmo nos momentos mais agudos de seus suspenses particulares. Assistiu a realidade adentrar a ficção, sem controle sobre seu casting, rotineiramente envolvido em boletins policiais (ora expostos por brigas passionais, ora fazendo apologias a traficantes e até mesmo investigados por assassinato -com tudo isso atravessando o seu enredo).Sem receio de arriscar novas fórmulas para contar as mesmas histórias, jogou luzes em meros figurantes, que do alto de suas capitanias hereditárias eliminaram protagonistas de tantas conquistas e glórias com o manto sagrado.

Mas, como tramas também se fazem com celebrações, sucesso e viradas, alguns resultados dentro do campo chegaram a empolgar. A conquista da Taça São Paulo de Juniores de 2011 a fez até invocar o mantra de seus oponentes mais ferrenhos: “Craque o Flamengo faz em casa”. Era o cenário perfeito para o que viria em seguida, no início de sua segunda temporada. Artífice das negociações com a poderosa Rede Globo, em uma renovação de contrato de direitos de transmissão milionária, saiu às compras, bolsos cheios, atrás de um star system para chamar de seu. Decidida a inovar, importou um elenco estrelar, inaugurando uma nova era no futebol brasileiro, marcada pelo repatriamento dos craques de outrora.

Estampou nas manchetes de todo mundo o título de seu novo folhetim: “O melhor no maior do mundo”. Parecia uma receita infalível. Promessa de novas emoções embaladas por personagens sempre em alta octanagem. No campo técnico, deu certo por um tempo. A conquista do Carioca invicto em 2011 parecia o avant première de um novo período de glórias. Mas, a sina do vermelho e preto estava longe de um final feliz.

Da tumultuada passagem de Vanderlei Luxemburgo –que, sem controle do time em campo, viu-se envolvido até com acusações de associação com bicheiros, corrupção e lavagem de dinheiro (tudo, pasmem, minuciosamente detalhado no... blog do Paulinho ! Mais novelesco impossível !!!!). - à saída bombástica da maior contratação do futebol brasileiro de todos os tempos (não, não estou me referindo ao Tufão), mas a Ronaldinho Gaúcho, tudo aconteceu.

Ou quase. Pois, como em uma boa novela, o melhor está sempre reservado para o final.

Assim, como se não bastassem os micos históricos da parte da delegação rubro-negra nas Olimpíadas de Londres (devidamente testemunhados pela presidente mais pé quente da história desta “nação”), às desastradas tentativas de contratação de meio mundo futebolístico (para, ao final, ressuscitar o velho e já nada bom Adriano, às voltas com os eternos dilemas com seus próprios miolos) a última do papagaio é que a presidente do clube carioca mais em evidência do país, mantém um cabide de empregos no seu gabinete, na Câmara de Vereadores da cidade que será sede das próximas edições dos jogos Olímpicos.

Para quem já “furou” esquema de segurança de presidente americano para entregar-lhe o manto sagrado, que belo the end, hein, Dona Patrícia ?

Luiz Léo

quinta-feira, 31 de maio de 2012

E deu o óbvio: foi-se o jogador, não ficou nem o pop star...

A ruptura de Ronaldinho com o Flamengo, apesar de bombástica, só parece ter surpreendido os dirigentes do clube da Gávea. Torcedores e crônica esportiva há muito intuíam um desfecho traumático para a parceria. Afinal, a opção do jogador por uma vida completamente avessa às exigências do esporte de alto nível era mais do que notória. Desde a sua apresentação, como grande contratação do futebol brasileiro para a temporada de 2011, o gaúcho sabia que tinha dois caminhos a sua frente: recuperar o prestígio perdido na Europa, defendendo o time de maior torcida do Brasil, ou entregar-se aos prazeres efêmeros de uma cidade que transpira boemia, desempenhando mais o papel de uma celebridade.

Entre o craque e o pop star, Ronaldinho nunca deu margem à dúvidas: abraçou com volúpia as tentações de um Rio sempre em temperatura máxima. Desfilou pelos points da cidade com a desenvoltura de um astro do showbizz -sem jamais lembrar o virtuose dos gramados de outrora. Tratava-se de operação de alto risco para todas as partes envolvidas no empreendimento. E ao longo do caminho foram sendo deixadas evidências de que não poderia resultar boa coisa: o rompimento com a Traffic, intermediária da contratação e garantidora financeira da operação (afastada poucos meses depois do processo, por misteriosos desacordos comerciais). A irresponsável incorporação, por parte do clube, de um compromisso econômico obviamente além de sua capacidade financeira. E, finalmente, mas não por último: o desdém de um jogador que não era nem sombra do talento que fora no passado –e, ainda por cima, insensível as ações mercadológicas, envolvendo sua figura esportiva (possivelmente o único ativo de valor de um clube em permanente crise de identidade).

O encerramento, pelas vias judiciais, do pacto laboral entre o profissional e a entidade empregadora, não é um caminho novo. A discussão só está no seu início e certamente ainda trará muitas reviravoltas. Mas, a mácula na imagem dos interessados já é irreversível. Para Ronaldinho, recuperar a condição técnica perdida parece improvável. E, no que diz respeito ao seu status como ídolo, as perspectivas em gramados brasileiros não soam nada animadoras: descartado da Seleção Brasileira, questionado dentro e fora das quatro linhas, perdeu parte do seu encanto. Quanto ao Flamengo, o cenário é ainda mais devastador: incapaz de gerar um time competitivo, a despeito do alto investimento, convive com sérios problemas de gestão em todos os setores do clube: do financeiro ao marketing, passando pelo patrimonial, dentre outros.

No balanço que já se pode fazer da turbulenta passagem de Ronaldinho pela Gávea, o campeonato carioca de 2011 somado aos quase trinta gols anotados em pouco mais de 70 partidas com a camisa vermelho e preta não são um saldo de que se possam orgulhar as partes. O jogador saiu alegando atraso no pagamento dos seus vencimentos –embora, em termos futebolísticos, tenha ficado devendo, e muito. O clube, sem negar a dívida, abusa da demagogia e inoperância, adiando uma solução que é cada vez mais incerta: em quase dezoito meses, não conseguiu capitalizar uma única parceria comercial a altura dos investimentos realizados –e da própria marca Flamengo e de seus quase 40 milhões de torcedores.

Em um paralelo com o passado e o presente, Corinthians e Santos têm muito a ensinar aos mandatários rubro-negros. O time da capital paulista fez do fenômeno Ronaldo a alavanca de um crescimento impressionante, traduzido em contratos milionários, construção de um estádio próprio, títulos e no aumento expressivo de sua torcida pelo Brasil afora. No clube da baixada santista, a onda Neymar continua dando mostras de sua vitalidade, alimentada por uma fórmula empresarial que combina seriedade com ousadia: a estrela do peixe brilha sem parar, nos gramados e nas vitrines comerciais, mesclando conquistas nos campos esportivos e econômico, sem perder a originalidade.

O Flamengo bancou uma aposta muito alta. Alavancou cacife para os primeiros movimentos no tabuleiro dos negócios do esporte, mas perdeu-se completamente pela ausência de um projeto de longo prazo, com critérios de controle e objetivos programáticos mais definidos. Entre as exigências do profissionalismo e as frivolidades do jogo político, sucumbiu a este último. Sobretudo, elegeu dirigentes de competência duvidosa para o comando dos seus interesses mais agudos. Valendo-se de velhos quadros de uma estrutura viciada e improdutiva, o clube se mantém atrelado aos grilhões de um passado amadorístico e irresponsável. No somatório de desacertos, legitimou, ainda, uma tradição histórica, que atravessa (e inutiliza) gerações de atletas flamenguistas: prostrou-se diante das extravagâncias, exigências descabidas e acobertamento de problemas que são incompatíveis com a rotina de um atleta profissional –neste caso, a maior estrela e principal referência da companhia.

No mercado do esporte de alto rendimento não mais há lugar para os ingênuos –e muito menos para os improvisos. Os bastidores do seu espetáculo alimentam uma lógica extremamente competitiva e, por vezes, perversa. Em meio a um tênue equilíbrio dinâmico, onde a disputa leva a cooperação interesseira entre seus players, qualquer vantagem obtida é ouro. Lamentavelmente, para a grande massa de aficionados, que assiste aflita aos descaminhos percorridos pelo proclamado em versos “clube mais querido do Brasil”, não parece ser desta vez que o Flamengo saberá aproveitar a oportunidade de transformar suas forças em oportunidades para se reinventar como grande instituição esportiva. Afinal, Adriano vem ai... ou melhor, pela terceira ou quarta vez, o Imperador voltará. A pergunta que fica é: para quê ?

Luiz Léo é consultor de negócios no esporte e professor de Marketing Esportivo (PUC-Rio)

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Publicado na página de Opinião de O Globo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A fartura de dinheiro no futebol pode acabar ?



A divulgação do ranking de clubes de futebol mais valiosos do planeta, relativos à temporada 2010-2011, traz à tona uma urgente questão: como conciliar tamanha fartura em um cenário de crescentes incertezas sobre o futuro da economia mundial ?


Os números revelados pela consultoria financeira inglesa Delloite, no seu relatório anual, Delloite Football Money League 2012, apontam o Real Madrid e o Barcelona na ponta da tabela, com faturamento na ordem de 500 milhões de euros. Logo abaixo deles, clubes ingleses, alemães e italianos figuram entre os dez mais. Nenhum brasileiro aparece ranqueado.


A análise considera apenas as três fontes clássicas de receitas que abastecem o esporte contemporâneo: os direitos de transmissão, a bilheteria e os acordos comerciais. E exclui os valores utilizados em transferências de atletas, impostos e outras atividades extra-futebol, como as transações de capital. Contabiliza, portanto, apenas o básico.


Somadas, as receitas dos trinta maiores clubes de futebol do mundo alcançam a impressionante cifra de 5,3 bilhões de euros. Uma montanha de dinheiro nada desprezível, superior ao PIB de muitos Estados.


No Brasil, o Corinthians puxa a fila dos endinheirados. No seu mais recente Relatório de Sustentabilidade, correspondente à temporada de 2011, informa que teve receitas de R$ 290,5 milhões (ou 132 milhões de euros ao câmbio atual). Descontadas as receitas com transferências de atletas, o valor cai para R$ 230,8 milhões (104 milhões de euros).


Tais números colocariam o clube paulista na lista dos 30 maiores geradores de receita do futebol internacional. E isso tem a ver com uma mudança no modelo de captação de recursos, que fez com que o clube tivesse um espantoso crescimento, em relação ao ano anterior.


Na contramão da Europa, que vê secar a circulação de dinheiro em função da grave crise econômica, o futebol brasileiro fez animadores progressos nos últimos anos. Com um aumento global das fontes de financiamento do esporte, notadamente os direitos de transmissão, não será surpresa que outros clubes brazucas apareçam bem posicionados, em um futuro próximo, nas várias modalidades de rankings financeiros do esporte, que existem pelo mundo afora.


Entretanto, o problema lá como cá, é a forma como são gastos os recursos apurados. Segundo a UEFA, nos relatórios fiscais apresentados por 650 clubes europeus, mais da metade deles (56%) acumularam prejuízos no ano fiscal de 2010, quando as dívidas alcançaram extratosféricos 8,4 bilhões de euros. Real Madrid e Barcelona, os que mais faturam, também não medem seu apetite na hora de gastar: em seus recentes balanços financeiros, registram valores negativos superiores a 400 milhões de euros, cada um. Coincidência ou não, o Barcelona, inclusive, voltou a cobrar ingressos em seus treinos, para não sócios.


Tal quadro levou a UEFA a lançar um plano de contingência para os clubes europeus (o Financial Fair Play), ameaçando de exclusão das competições promovidas pela entidade, a partir de 2013/2014 aqueles que não conseguirem controlar seu nível de endividamento.


No Brasil, o Corinthians repete a mesma fórmula: deve próximo a R$ 180 milhões (80 milhões de euros). E nem é dos piores. Em reportagem de abril de 2011, o jornal O Estado de São Paulo elaborou um ranking dos 20 clubes que mais acumulavam dívidas no Brasil: juntos, então, somavam a exorbitante quantia de R$ 3,5 bilhões negativos (com base nos seus balanços de 2010). O Atlético Mineiro liderava a lista, com inacreditáveis: R$ 527 milhões !


No ritmo do descompasso entre o que faturam e o que gastam, os clubes de futebol tornaram-se uma aberração em termos administrativos. O modelo de gestão europeu, outrora um parâmetro de eficiência e seriedade, há muito deixou de ser referência. Seduzidos pela oferta de crédito fácil que varreu o planeta na última década, dirigentes esportivos do velho continente enveredaram pelo mesmo caminho de erros dos seus pares tupiniquins: investimentos acima da capacidade de suas receitas garantidas.


A diferença, em termos de infra-estrutura, que os clubes da Europa já alcançaram há décadas –e que os clubes brasileiros ainda ensaiam conquistar- desaparece, principalmente, na sandice desenfrada dos mega-salários com que são remunerados os seus astros. Mesmo com a larga experiência acumulada na condução de empreendimentos com estádios próprios, torcidas fiéis e investidores conscientes do potencial de retorno oferecido pelo esporte, o futebol europeu rompeu o limiar do bom senso nos gastos com a manutenção de suas equipes.


A gravidade do quadro já seria alarmante por si só, não fosse a rápida deterioração da economia européia, para agravá-la ainda mais. Algumas dezenas de clubes tradicionais estão com a sua existência seriamente ameaçada, diante das dificuldades de contratação de novos empréstimos, para abater antigas dívidas que rolam sem cessar, de ano para ano.  


Os poucos que ainda conseguem registrar lucros, já não o fazem em quantidade suficiente para equacionar seus passivos pendentes. O poderoso Manchester United conseguiu reverter uma tendência de déficits regulares, voltando a apresentar um lucro de 30 milhões de libras, no ano fiscal de 2010-2011. Com isso, reduziu sua gigantesca dívida em quase 20%, para próximo de 450 milhões de libras, adiando os planos de ofertas de ações públicas do time.  


A caminho de uma nova edição da Copa do Mundo, a ser realizada em terras brasileiras, abre-se uma bela oportunidade para que nossos gestores esportivos apontem alternativas de sustentabilidade para o futebol mundial. Não haveria melhor vitrine para a nossa emergente economia, do que ensinar ao mundo, novamente, mas agora, fora de campo, como se faz futebol de forma séria e responsável, para além dos gramados.


Mas, para isso é preciso iniciativa, ousadia e compromisso de longo prazo. Caso contrário, os dias do futebol multibilionário estão contados.



Luiz Léo
Consultor de esportes e professor de marketing esportivo da PUC-Rio

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A loucura dos supersalários do futebol brasileiro


A rescisão da parceira Flamengo-Traffic, formada para repatriar Ronaldinho Gaúcho, evidencia um importante desafio para o futuro do futebol brasileiro. Afinal, como pagar a conta dos supersalários com que vêm sendo agraciados os jogadores de ponta do Brasil ?

O Flamengo declara que assumirá o compromisso, de forma independente, com Gaúcho. Não há dúvidas que, potencial de receitas tem de sobra para isso. O problema é transformar este potencial em realidade. Desde a chegada de Ronaldinho, o clube enfrenta severas dificuldades em captar recursos, a despeito da enorme atração exercida por sua marca e demais ativos.

E o problema não se restringe ao clube da Gávea. Corinthians, Santos, Fluminense e Internacional, apenas para ficarmos nos casos mais conhecidos, abriram seus cofres para remunerar seus astros com salários que são cada vez mais raros na Europa.

Por um lado, a crise no velho continente, em rota oposta à bonança da economia verde-amarela explica parte do cenário. Mas, de outro, o desequilíbrio entre receitas e despesas e a falta de um planejamento eficaz dos clubes brasileiros lançam sérias dúvidas quanto a capacidade de sobrevivência do atual modelo de remuneração.

As diferentes propostas que cada clube abraçou para viabilizar os salários milionários, não são um indicativo confiável na viabilidade do conjunto. Os mega salários do topo da pirâmide pressionam aumentos nos níveis inferiores, inflacionando o mercado como um todo. Não se pode descartar a existência de uma bolha, cujas conseqüências são difíceis de prever.

É certo que as condições internas da economia brasileira, bem como a proximidade dos grandes eventos (Copa do Mundo e Olimpíadas) favoreceram uma mudança de patamar na captação de recursos para as principais entidades esportivas brasileiras. Notadamente os clubes de futebol despertaram para este novo momento, mobilizando-se, sobretudo, em torno de uma rediscussão de sua principal fonte de receitas: a TV.

Pressionadas, as emissoras responderam com ofertas mais robustas e, em linhas gerais, pelo menos duplicaram o faturamento dos clubes, neste quesito. Os ganhos com os direitos de transmissão não vieram sozinhos, levando à potencialização de outra importante categoria de receitas: os ativos comerciais, em particular os acordos de patrocínio.

Na prática, os clubes passaram a dispor de mais dinheiro. Em um primeiro momento, o mercado respondeu de forma positiva, endossando pacotes majorados de cotas (de anúncios) durante as transmissões esportivas. E, além deles, abraçou projetos de patrocínio, igualmente inflacionados, envolvendo as propriedades esportivas dos clubes –desde uniformes até placas de campo. Uma parcela significativa destas entradas responde pelo budget salarial dos astros.

O Santos é um bom exemplo, com seu projeto Neymar. A jóia da vila, sozinho, embolsa ganhos próximos a R$ 1,5 milhões mensais. O mercado tem sucumbido ao talento e carisma inegável do craque santista. E não parece haver dúvidas que o alto investimento dá resultados: já são dez os acordos comerciais em torno de Neymar –tendo o Santos aberto mão de parte significativa destas receitas, para mantê-las atraentes. Os ganhos do clube vem do reforço de sua imagem institucional, aumento de freqüência do público ao estádio e fortalecimento de suas demais fontes de receitas: venda de produtos, patrocínio de camisa, licenciamento, etc.

Flamengo e Corinthians, no rastro de suas imensas torcidas, proporcionam salários igualmente surpreendentes para seus astros: Ronaldinho, com seus R$ 350 mil mensais reforçados por R$ 900 mil mensais de sua, agora, ex-parceira Traffic; e Adriano, na faixa de R$ 400 mil/mês, em meio a infindáveis contusões, confusões e sobrepeso, que mal o deixam atuar. O problema, nestes casos, é que o investimento é incompatível com o retorno alcançado. Adriano, no seu retorno ao Flamengo vendeu mais de 200 mil camisas, em pouco mais de uma semana. Ronaldo Nazário alcançou números ainda mais fenomenais no clube paulista.

Hoje, nomes e clubes trocados, o fiasco é proporcional as passagens apagadas -comercialmente falando-, das estrelas por seus respectivos clubes. Menos mal para o Corinthians, com seus múltiplos acordos de patrocínio. O Flamengo, nem isso.

Situação ainda mais estranha é a do Fluminense: não apenas um, mas vários mega-salários são desembolsados todos os meses, pela eterna patrocinadora das Laranjeiras, a Unimed. Com folha salarial próxima aos R$ 5 milhões mensais, multiplicam-se as cifras milionárias gastas com a remuneração dos astros da equipe: do treinador ao artilheiro, todos na casa dos R$ 700 mil mensais. Difícil é desvendar o retorno de tamanho investimento para o associado ao plano de saúde –um dos mais reclamados nos órgãos de defesa do consumidor de todo o país.

Por último, but not least, o Internacional de Porto Alegre decidiu entrar para o clube dos bons pagadores de salários. Reforçou o caixa de sua estrela maior, o argentino D´Alessando, agora com ganhos próximos aos R$ 800 mil mensais. Quem sabe uma demonstração de força, ante o meio milhão de reais mensais, que o Grêmio passou a desembolsar pelo seu gladiador, Kleber? Ou, talvez, uma resposta mais do que ousada dos pampas à fartura do sudeste.

No ritmo de tanta generosidade, as dificuldades de honrar com os compromissos assumidos é inversamente proporcional ao apetite contratador por novos beneficiários da roda da fortuna. Se falta profissionalismo, seriedade, competência e responsabilidade, sobra euforia. Que o diga a última cartada na rivalidade doméstica do Fla x Flu, extrapolando os gramados e fazendo russos e árabes saírem rindo à toa. E há promessas de que vem mais por aí...

Luiz Léo
Consultor de esportes e professor de marketing esportivo da PUC-Rio

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Entrevista: Revista Eclética - Dezembro de 2011




http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/media/ecletica33_meia_hora.pdf
ou
http://www.slideshare.net/luiz-leo/entrevista-revista-ecltica-n-33-dez11


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por que os cariocas estão de bola cheia no Brasileiro



Jorge Neto - Do Portal
24/10/2011


Arte: Eduardo de Holanda
Nunca antes na história do Brasileiro dos pontos corridos, os quatro grandes do Rio ficaram tão próximos na luta pelo título. A sete rodadas do fim, o mais perto do céu é o líder Vasco, campeão da Copa do Brasil, vaga já garantida na Libertadores do próximo ano. Soma 57 pontos, dois a mais do que o Corinthians. O Botafogo, apesar da derrota para o Avaí (3 a 2) no sábado, mantém-se em terceiro, com 52, mesma pontuação do Flamengo. O Fluminense, outro que perdeu na rodada (2 a 0 para o Atlético-MG), também teve ferimentos leves: segue em quinto, à frente de São Paulo e Internacional. Enquanto os matemáticos refazem as chances de título — 52%, 8%, 4% e 2%, respectivamente, contra 33% do vice-líder paulistano —, os torcedores testam a fé na reta final do campeonato e os analistas discutem as razões desse "fenômeno".
Alguns consideram que a hegenomia paulista nos últimos anos, especialmente do São Paulo, começou a ser rompida em 2009, com a surpreendente arracanda do Flamengo de Andrade rumo ao sexto título brasileiro. No ano passado, o Fluminense de Muricy Ramalho repetiu a dose. Para Kleber Leite, ex-vice-presidente do Flamengo, o êxito indica melhor preparação dos times cariocas:
— A partir de 2005, o Flamengo deixou de brigar para não cair e começou a conquistar títulos. Isso em função de uma série de situações internas, sempre com muitos problemas, mas com gente competente em todas as áreas. Agora, a mesma coisa aconteceu dentro dos outros clubes.
O jornalista Eduardo Tironi, editor do diário esportivo "Lance!", percebe um progresso na gestão dos clubes cariocas. Segundo ele, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo estão mais organizados e alinhados ao modelo de pontos corridos iniciado há oito anos:
— Os clubes estão com administrações mais profissionais. Alguns já têm CTs (centros de treinamento), os salários não atrasam mais. O profissionalismo está chegando ao Rio de Janeiro, e isso se reflete no desempenho.
O professor de Marketing Esportivo da PUC-Rio, Luiz Léo, tira o cartão amarelo. O especialista não reconhece evolução admistrativa e acha “surreal” os quatro disputarem o título:
— Eles vão contra a lógica — avalia — As gestões são amadoras e sem infraestrutura. A ascensão pode ser explicada pelo colapso de administrações tradicionais dos clubes do Sul, de Minas e de São Paulo, à excelção do Corinthians, que está bem, e o Santos, que está focado em outra competição (o Mundial de Clubes da Fifa, no fim do ano).
Tironi também identifica um declínio em gestões de clubes mineiros, ameaçados de rebaixamento, mas exclui desse declínio os grandes times paulistas. Na opinião do jornalista, observa-se a consolidação de uma hegemonia de Rio e São Paulo, proporcional às maiores concentrações de torcidas, de renda e de investimentos no futebol.
— Os clubes mineiros sofrem muito sem o Mineirão — acrescenta Tironi — Mas só estamos atentos à crise neste ano porque todos estão muito mal. A exceção é o Cruzeiro, porque o Atlético, em quase todos os anos, briga para não cair. E o América, quando sobe, desce novamente com rapidez.
Para Kléber Leite, a recuparação conjunta dos times do Rio é uma "coincidência cronológica" que resulta dos trabalhos desenvolvidos fora de campo:
— O Maurício Assumpção (presidente do Botafogo) deixou o marketing do clube muito ativo, além de ter uma sensibilidade incrível na montagem dos times. O Roberto Dinamite e o José Hamilton Mandarino, no Vasco, contrataram pessoas que ajudassem no desenvolvimento do futebol. E o Fluminense, apesar de criticado por alguns, tem uma parceria esportivamente vencedora. Esses fatores fizeram com que os times voltassem a sonhar com títulos.
Alheios a explicações e números, torcedores orgulham-se do rendimento carioca na competição. Muitos deles, como o botafoguense Felippe Rocha, escalam a prudência ao projetar o capítulo final:
— Nunca houve tamanho equilíbrio na parte de cima da tabela. Ficar naquela adrenalina, na expectativa, estimulando a rivalidade é bom. Infelizmente, não acho que meu Botafogo ganhe. Apostaria no Corinthians, que tem a tabela mais fácil — analisa o aluno do terceiro período de Comunicação Social da PUC-Rio.
A também estudante de Comunicação Mariana Brandariz, torcedora do Flamengo, concorda que o favorito ao título seja o Corinthians. Mais do que isso, ela acredita que o momento dos cariocas é “enganoso”:
— As pessoas olham essa fase, mais o fato de cariocas terem vencido os dois últimos Brasileiros, e pensam: "Isso é uma prova de como o futebol do Rio está se reorganizando". Pode ser um pensamento válido, mas não é verdadeiro. Os quatro grandes do Rio continuam desorganizados e sem boas diretorias — opina.
Aluno da PUC-Rio, o corintiano Yuri Musser confia que, no fim do campeonato, vai levar a melhor sobre os colegas que torcem pelos cariocas. Para o universitário, a qualidade dos adversários nas sete últimas rodadas fará a diferença:
— Apesar dos quatro grandes do Rio estarem na disputa, o Corinthians vai ganhar. Jogará contra contra times de menor expressão — argumenta.
Desde o dia 29 de agosto, a PUC-Rio dá uma força para os times cariocas. As bandeiras de Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense estão hasteadas, em frente à entrada da Marquês de São Vicente, onde ficarão até o fim do campeonato. Mais informações em http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10648&sid=16.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

'Carrasco/Mamata': ranking válido ou piada rancorosa?




Igor de Carvalho e Monalisa Marques - Do Portal
09/09/2011



Arte: Monalisa Marques

Criado nas férias de julho, o aplicativo para Facebook Carrasco/Mamata virou assunto na rede e nos corredores das faculdades ao lançar um banco de dados colaborativo sobre os professores de nível superior. Com a frase de apelo “Vocês (alunos) estão criando a maior base de avaliação de professores do Brasil”, o site, inspirado no americano Rate My Professor e desenvolvido por dois alunos de engenharia da PUC e um da UFRJ, propõe que universitários classifiquem seus mestres em uma das duas categorias. Há dois meses no ar, o site bateu a marca de  30 mil usuários, sendo 10 mil deles nas primeiras 24 horas, e de 32 mil professores e disciplinas cadastrados, de 700 universidades brasileiras. UFRJ e PUC-Rio, instituições onde estudam os criadores do site e avaliadas pelo Enade e pelo Guia do Estudante entre as melhores do país, concentram o maior número de votos – 4.759 e 2.092, respectivamente, na última contagem, no fim de agosto. Embora alunos aleguem usá-lo apenas como diversão e os criadores neguem a intenção de fazer análises profundas sobre educação, o aplicativo faz pensar.
A primeira questão é a dissonância quanto às categorias e seu significado. Um dos idealizadores, Rafael Dahis, aluno de Engenharia da Computação da UFRJ, alega que a escolha foi natural e motivada por expressões já consagradas entre o público-alvo do site:
– Escolhemos os nomes carrasco e mamata porque conhecemos o universo dos alunos de faculdades, e entendemos que os dois adjetivos já fazem parte do vocabulário dos jovens.
Mas, quando se pergunta aos estudantes “O que é carrasco e mamata?”, as respostas são as mais variadas, evidenciando o grau de subjetividade dos nomes escolhidos. Aluno de Engenharia de Controle e Automação da UFRJ, Leonardo Machado atesta:
– É subjetivo. Para mim, carrasco é aquele que tem didática ruim ou um sotaque que ninguém entende, por exemplo. E mamata é o professor que explica bem e tem um sistema lógico de cobrança.
Fosse esta a única interpretação possível dos conceitos, a questão estaria resolvida. Mas grande parte dos alunos ouvidos pelo Portal não pensa na didática ao classificar um professor em uma das duas categorias. Danilo José, de 23 anos, aluno de jornalismo da PUC-Rio, diz encarar o site apenas como diversão, mas considera que também pode ser usado para consulta:
– Se a matéria não interessar e você quiser passar por ela sem dificuldades, você escolhe um professor mamata. Se quiser aprender mesmo, escolhe um carrasco.
Thais Petry, aluna do 4° período de publicidade na PUC-Rio, entrou no site para verificar a avaliação dos docentes que tinha escolhido e também para votar nos seus antigos professores, mesmo após ter feito sua grade para este semestre:
– Achei a proposta do site bacana. Alguns acham que é só brincadeira, mas acredito realmente que possa ser uma ferramenta bastante útil para os alunos.
Já o aluno de economia da UFRJ Mateus Tavares, 20 anos, conta que votou, mas afirma que não utilizou o site como ferramenta de consulta para escolher professores:
– O site só diz se é facil ou difícil de passar na matéria, mas não se o professor é bom ou ruim, se ensina bem ou não. 
Lucas Terra
 Lucas Terra
Os criadores do Carrasco/Mamata dizem que a escolha dos nomes não teve intenção pejorativa, alegando que muitos professores não só aceitaram bem a brincadeira como se mostraram favoráveis à criação de mais um canal de feedback das suas técnicas de ensino. Não é o caso de Sergio Mota, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Usuário assíduo de redes sociais, com boa parte de seus contatos composta por ex-alunos, costuma ser bem-humorado em seus comentários no Facebook. Mas enxerga o aplicativo como uma ideia de mau gosto, pelas terminologias escolhidas. Na sua opinião, oferecer apenas duas opções de voto cria uma visão maniqueísta, polarizada entre bom ou mau.
– Além de não ter a menor utilidade, o site só corrobora com o estado deplorável em que a educação se encontra hoje no país. Não é um problema só do professor ou das instituições, mas também dos alunos – afirma Mota, avaliado como “carrasco” em 12 dos 17 votos que obteve no site, alcançando o percentual de 71%.
Doutora em Psicologia Social e ex-coordenadora de Graduação do Departamento de Comunicação Social, função que inclui atender alunos com queixas sobre o curso, a professora Sandra Korman, acrescenta:
– É como se transitássemos da impotência (mamata) para a prepotência (carrasco), enquanto a realidade nos mostra que ninguém é completamente bom ou mau. Reforça a ideia de professores contra alunos, afetando uma relação que deveria ser de vínculo e conhecimento.
Sandra lembra que o aluno que vota o faz motivado por alguma insatisfação. No entanto, ao invés de adotar uma posição crítica diante do problema, o estudante não se coloca como sujeito, depositando no outro (no caso, o professor) suas responsabilidades.
A coordenadora central de Graduação da PUC-Rio, Daniela Trejos Vargas, acredita que o site é válido como espelho da percepção dos estudantes sobre os docentes.
– O que é julgado é o grau de rigor dos professores. Não acredito que nenhum deles vá modificar seu método de avaliação exclusivamente por conta da sua média no Carrasco/Mamata – diz Daniela, que vê como positiva a iniciativa, por refletir a criatividade dos alunos: – Este aplicativo não deixa de ser uma publicidade gratuita para as universidades onde estudam seus criadores.
Criado nas férias de julho, o aplicativo para Facebook Carrasco/Mamata virou assunto na rede e nos corredores das faculdades ao lançar um banco de dados colaborativo sobre os professores de nível superior. Com a frase de apelo “Vocês (alunos) estão criando a maior base de avaliação de professores do Brasil”, o site, inspirado no americano Rate My Professor e desenvolvido por dois alunos de engenharia da PUC e um da UFRJ, propõe que universitários classifiquem seus mestres em uma das duas categorias. Há dois meses no ar, o site bateu a marca de  30 mil usuários, sendo 10 mil deles nas primeiras 24 horas, e de 32 mil professores e disciplinas cadastrados, de 700 universidades brasileiras. UFRJ e PUC-Rio, instituições onde estudam os criadores do site e avaliadas pelo Enade e pelo Guia do Estudante entre as melhores do país, concentram o maior número de votos – 4.759 e 2.092, respectivamente, na última contagem, no fim de agosto. Embora alunos aleguem usá-lo apenas como diversão e os criadores neguem a intenção de fazer análises profundas sobre educação, o aplicativo faz pensar.
A primeira questão é a dissonância quanto às categorias e seu significado. Um dos idealizadores, Rafael Dahis, aluno de Engenharia da Computação da UFRJ, alega que a escolha foi natural e motivada por expressões já consagradas entre o público-alvo do site:
– Escolhemos os nomes carrasco e mamata porque conhecemos o universo dos alunos de faculdades, e entendemos que os dois adjetivos já fazem parte do vocabulário dos jovens.
Mas, quando se pergunta aos estudantes “O que é carrasco e mamata?”, as respostas são as mais variadas, evidenciando o grau de subjetividade dos nomes escolhidos. Aluno de Engenharia de Controle e Automação da UFRJ, Leonardo Machado atesta:
– É subjetivo. Para mim, carrasco é aquele que tem didática ruim ou um sotaque que ninguém entende, por exemplo. E mamata é o professor que explica bem e tem um sistema lógico de cobrança.
Fosse esta a única interpretação possível dos conceitos, a questão estaria resolvida. Mas grande parte dos alunos ouvidos pelo Portal não pensa na didática ao classificar um professor em uma das duas categorias. Danilo José, de 23 anos, aluno de jornalismo da PUC-Rio, diz encarar o site apenas como diversão, mas considera que também pode ser usado para consulta:
– Se a matéria não interessar e você quiser passar por ela sem dificuldades, você escolhe um professor mamata. Se quiser aprender mesmo, escolhe um carrasco.
Thais Petry, aluna do 4° período de publicidade na PUC-Rio, entrou no site para verificar a avaliação dos docentes que tinha escolhido e também para votar nos seus antigos professores, mesmo após ter feito sua grade para este semestre:
– Achei a proposta do site bacana. Alguns acham que é só brincadeira, mas acredito realmente que possa ser uma ferramenta bastante útil para os alunos.
Já o aluno de economia da UFRJ Mateus Tavares, 20 anos, conta que votou, mas afirma que não utilizou o site como ferramenta de consulta para escolher professores:
– O site só diz se é facil ou difícil de passar na matéria, mas não se o professor é bom ou ruim, se ensina bem ou não.
CONHEÇA O SITE
30 mil usuárioscadastrados, 10 mil nas primeiras 24 horas
32 mil professores e disciplinas cadastradas (um professor pode aparecer mais de uma vez no banco de dados, em disciplinas diferentes)
700 universidades
250 mil páginas abertas por usuários

Lucas Terra
 Lucas Terra
Os criadores do Carrasco/Mamata dizem que a escolha dos nomes não teve intenção pejorativa, alegando que muitos professores não só aceitaram bem a brincadeira como se mostraram favoráveis à criação de mais um canal de feedback das suas técnicas de ensino. Não é o caso de Sergio Mota, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Usuário assíduo de redes sociais, com boa parte de seus contatos composta por ex-alunos, costuma ser bem-humorado em seus comentários no Facebook. Mas enxerga o aplicativo como uma ideia de mau gosto, pelas terminologias escolhidas. Na sua opinião, oferecer apenas duas opções de voto cria uma visão maniqueísta, polarizada entre bom ou mau.
– Além de não ter a menor utilidade, o site só corrobora com o estado deplorável em que a educação se encontra hoje no país. Não é um problema só do professor ou das instituições, mas também dos alunos – afirma Mota, avaliado como “carrasco” em 12 dos 17 votos que obteve no site, alcançando o percentual de 71%.
Doutora em Psicologia Social e ex-coordenadora de Graduação do Departamento de Comunicação Social, função que inclui atender alunos com queixas sobre o curso, a professora Sandra Korman, acrescenta:
– É como se transitássemos da impotência (mamata) para a prepotência (carrasco), enquanto a realidade nos mostra que ninguém é completamente bom ou mau. Reforça a ideia de professores contra alunos, afetando uma relação que deveria ser de vínculo e conhecimento.
Sandra lembra que o aluno que vota o faz motivado por alguma insatisfação. No entanto, ao invés de adotar uma posição crítica diante do problema, o estudante não se coloca como sujeito, depositando no outro (no caso, o professor) suas responsabilidades.
A coordenadora central de Graduação da PUC-Rio, Daniela Trejos Vargas, acredita que o site é válido como espelho da percepção dos estudantes sobre os docentes.
– O que é julgado é o grau de rigor dos professores. Não acredito que nenhum deles vá modificar seu método de avaliação exclusivamente por conta da sua média no Carrasco/Mamata – diz Daniela, que vê como positiva a iniciativa, por refletir a criatividade dos alunos: – Este aplicativo não deixa de ser uma publicidade gratuita para as universidades onde estudam seus criadores.
DEZ UNIVERSIDADES COM MAIS VOTOS1º UFRJ
2º PUC-RIO
3º UFF
4º UERJ
5º UFRRJ
6º UNIRIO
7º IBMEC-RJ
8º USP
9º UCAM
10º UFPE

O diretor do Departamento de Comunicação Social, professor Cesar Romero Jacob, destaca que os usuários do site são majoritariamente alunos de escolas bem-avaliadas nos rankings do Enade e do Guia do Estudante. Para o cientista político, isso pode ser um sinal de que os estudantes não confiam nos meios institucionais de avaliação do corpo docente.
– A brincadeira tem origem no fato de o aluno não confiar nos sistemas já existentes. Só faz sentido esse tipo de iniciativa se a escola é bem conceituada. Caso contrário, o aluno não vai querer entrar nessa brincadeira, porque desmoralizaria ainda mais a escola mal conceituada. O aluno precisa saber que tipo de universidade quer – afirma.
Romero Jacob conta que, após todo o processo de atualização de equipamentos e laboratórios realizados nos últimos anos, uma das metas para o próximo período do departamento é o de ampliar a qualidade do curso. Segundo ele, o site também pode ser considerado como fonte de informação para essa nova etapa do curso de Comunicação Social.
– O departamento, em dez anos, teve um aumento de mil alunos; passou de 1.200 em 2001 para 2.200 em 2011. Esse site é outra informação que observaremos em relação aos professores que estão sendo classificados como carrasco ou mamata – afirmou, ponderando que é preciso relativizar o poder da internet, onde se pode atacar anonimamente, num clique, uma imagem profissional que demorou anos para se criada: – Um profissional não pode ser desmoralizado por causa de um ressentimento, uma mágoa, uma nota baixa.
Avaliar professores não é novidade. Sempre houve rodas de discussões, seja em comunidades nas redes sociais ou em conversas informais no dia a dia. Ao final de cada semestre, os veteranos viram consultores dos calouros e indicam quais são os melhores professores de cada matéria. É um movimento saudável tanto para os alunos quanto para a instituição, que pode acompanhar (e cobrar) o rendimento de seus docentes.
A avaliação interna da PUC-Rio é exemplo disso. Desde 1991, os alunos são convidados a votar, com notas de 1 a 5, nos professores com os quais tiveram aula durante o semestre  (veja as médias desde 2007). São levados em conta quesitos como a assiduidade e compatibilidade das provas ou trabalhos.
Presidente da comissão própria de avaliação e coordenador Central de Planejamento e Avaliação, Luiz Alencar Reis da Silva Mello explica:
– Desde o início, o percentual de alunos que avaliam aumentou de 20% para 65%, o que corresponde a cerca de 8.500 estudantes. Nossa avaliação é muito mais ampla que a desse site, que informa apenas se os alunos acham fácil ou difícil passar na disciplina com o professor, e não tem qualquer controle sobre se os alunos que votam em determinado professor tiveram mesmo aula com ele.
Esta é outra questão a respeito dos dados. Pesquisador e professor de metodologia de pesquisa do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, José Eudes Araujo Alencar explica que a amostragem alcançada pelo site não tem validade estatística:
– Para ser sério, seria imprescindível a definição de uma amostra tecnicamente compatível com o
Arte de Monalisa Marques sobre foto de divulgação
 Arte de Monalisa Marques sobre foto de divulgação
universo da PUC. Um grupo de 300 alunos, de todos os cursos e todos os níveis sociais, por exemplo. Além disso, qualquer pessoa pode votar, mesmo não sendo aluno.
O professor José Eudes ainda faz uma provocação:
– Imagine se os professores criassem um site classificando os alunos, chamado Bestas ou Bestiais?
Sergio Mota comenta ainda o slogan do aplicativo, “Descubra o que realmente importa sobre o seu professor”.
– Ele reforça o estereótipo do aluno que não está interessado em aprender, mas em ter uma visão pronta e imediata de um professor – critica Mota, lembrando que os conceitos sequer são antônimos. Um “carrasco” é tão ruim quanto um “mamata”, que não cobra nada do aluno em aulas pouco proveitosas.
Na visão do jornalista e professor Arthur Ituassu, o site “toca o alarme” para se definir a função da universidade hoje: “É só ter um diploma e conseguir um emprego, que é uma ideia ruim; ou crescer intelectualmente, ter participação na sociedade, trocar experiências”. Para ele, o aplicativo produz uma forma de interatividade na internet que ele chama de “cérebro de passarinho”, por limitar o raciocínio das pessoas e reproduzir dicotomias simplistas – um problema muitas vezes presente na comunicação, principalmente na internet.
– É algo muito superficial, que trabalha em dois polos muito poucos coerentes – diz o professor, que não vê como a classificação sugerida pelo site possa ser levada a sério: – O aluno que construir sua carreira acadêmica baseado nisso estará sendo equivocado.
Mas a intenção dos criadores foi fazer algo “sério”? Igor Blumberg, aluno de Engenharia da Computação na PUC-Rio, diz que a pretensão é tornar o site algo grandioso, com novas opções de voto e funções. Eles querem um site que seja “a cara do estudante carioca”. Quanto a isso, o professor de mídias globais Luiz Leo julga válida a iniciativa, na medida em que um espaço livre de critérios institucionais pode funcionar sem as pressões e o constrangimento naturais de um processo tradicional de avaliação:
– Entendo essa proposta como altamente saudável. É pautada na própria linguagem, formatos e expectativas dos alunos. Mas o formato escolhido para a ferramenta é reflexo de outras experiências em rede, marcadas pela superficialidade, pelo imediatismo e pela banalização – diz o professor. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bandeiras na PUC reforçam a fé em um campeão carioca




Eduardo de Holanda - Do Portal
08/09/2011


Eduardo de Holanda
Desde segunda-feira passada a PUC dá uma força para os times cariocas no Brasileirão. As bandeiras de Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense ficarão hasteadas, em frente à entrada da Marquês de São Vicente, até o fim do canpeonato, atitude "simpática" de acordo com Luiz Léo, Professor de Marketing Esportivo da PUC-Rio, "Não é nada que vá mudar a opinião de um torcedor, mas é um jeito legal de demonstrar apoio"
Os quatro grandes estão entre os seis primeiros, com São Paulo e Corinthians, e animam o otimismo em torno do terceiro título seguido do Rio (Flamengo foi campeão em 2009 e o Fluminense, no ano passado). Os corredores da universidade transbordam um orgulho como há muito não se via. Para a maior parte dos torcedores ouvidos pelo Portal, não haverá cavalo paraguaio. Estudantes, professores e funcionários confiam que os cariocas brigarão pelo título, ou por vaga na Libertadores, até as rodadas finais.
– Isso é consequência da reestruturação que está sendo feita nos times cariocas – avalia Breno Bastos, aluno do 4º período de comunicação. Opinião compartilhada por Luiz:
–Ainda existe um modelo amador coexistindo com o modelo profissional, onde a assessoria é composta por especialistas. Apesar dos presidentes dos clubes do rio serem uma nadadora, um dentista e dois deputados, eles são ajudados por uma equipe de profissionais experientes.
Torcedor do Flamengo, o estudante reconhece que o Botafogo vive a melhor fase, com um "futebol bonito", e tem chances signicativas de quebrar o jejum que se arrasta desde 1995, quando Túlio e seus colegas bateram o Santos na decisão. Para Breno, os títulos de Flamengo e Fluminense e o ótimo rendimento dos cariocas no Brasileiro deste ano representam uma mudança na hegemonia recente do futebol nacional:
– A fama que os times paulistas têm de vencer o Brasileirão está mudando.
Com a vitória do Fluminense sobre o Corinthians (1 a 0), na quarta-feira à noite, a equipe tricolor passou o Flamengo e ficou entre os cinco primeiros, a seis pontos do líder Corinthians. O Botafogo de Elkson, Renato e Loco Abreu, mesmo após a goleada sofrida (0 a 5 contra o Coritiba, no Couto Pereira), está a tres pontos do líder. Como tem um jogo a menos, a liderança é um sonho ainda mais próximo. Vasco, mesmo após o empate com o Figueirense (1 a 1), subiu para o segundo lugar. Flamengo tenta recuperar os melhores dias para manter a trajetória rumo à disputa do título. Sobra, assim, matéria-prima para as mesas redondas improvisadas nos pilotis e nos elevadores, por exemplo.
Famoso pelos comentários sobre futebol, o ascensorista do prédio Kennedy Paulo César Brito, o PC, é um catedrático da bola. Quando perguntam oual é o seu time, ele apenas mostra o chaveiro com três bandeiras do Flamengo. Apesar do recente jejum do rubro-negro, há um mês sem vencer, PC mantém a convicção:
– Acredito que vamos ser campeões. O São Paulo está bem forte também. Agora, o Fluminense é fraco, e o Botafogo é fogo de palha – provoca.
No elevador transformado em aqruibancada, um tricolor retruca a provovcação: "Vocês estão sabendo do problema do Luxemburgo (técnico do Flamengo) esse sábado no treino do Flamengo?", diz o estudante, de bate-pronto, referindo-se à bronca do treinador sobre a flatulência de jogadores no treino do sábado passado. "Isso é a pressão que os jogadores já estão sofrendo" 

– É que o time tem muito gás. É por isso, muito gás –  brinca PC.
Empolgado com a briga pelo título, Luiz Léo afirma que tudo está indefinido, " A briga pelo título só será definida nas ultimas rodadas. Times que agora não estão no topo da tabela podem chegar, como  Internacional", e por fim faz uma observação sobre o campeonato, "É o campeonato de pontos corridos mais disputados que já tivemos. Vai ser muito emocionante".
Pedro Gabriel Paes, aluno de direito, sai em defende dos vascaínos. Embora já tenha conquistado a Copa do Brasil e, portanto, esteja classificado para a Libertadores do próximo ano, a equipe de São Januário segue firme na briga pelo título. Gabriel intui uma reta final emocionante:
– Esse Brasileiro ficou muito bom, devido ao planejamento dos clássicos. Traz mais emoção e competitividade. Esse ano tudo indica que Vasco e Flamengo farão a final, e o Vascão vai levar [o título] para homenagear o grande técnico Ricardo Gomes.
O técnico Ricardo Gomes recupera-se, no Hospital Pasteur, no Méier, Zona Norte dp Rio, AVE (Acidente Vascular Encefálico) hemorrágico sofrido dia 28 de agosto, quando dirigia o time no empate sem gols com o Flamengo. Ele apresenta melhoras, mas ainda não há previsão de alta. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vida de Estagiário tem pré-estreia na PUC-Rio

 

Após a exibição, um debate com a presença do cartunista Allan Sieber,

A vida de todo estagiário começa na faculdade. Seja em Publicidade, Administração ou Direito, o aluno precisa estar cursando alguma graduação para entrar no mercado de trabalho e ser aprovado em processos seletivos. Pensando nisso, a TV Brasil resolveu inovar e fazer a pré-estreia da série Vida de Estagiário na PUC - Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), uma das mais tradicionais e respeitadas instituições de ensino superior do Brasil.

O evento aconteceu na tarde da última quinta-feira25, e foi bem recebido por alunos, professores e diretores de departamento. A ilustre presença do cartunista Allan Sieber, criador dos quadrinhos que deram origem à série, foi um sucesso. Simpático e divertido, Allan explicou de onde veio a ideia para o Vida de Estagiário.

"Veio do cotidiano. Estagiário é um cargo legal para poder brincar e fazer humor. Nunca fui estagiário, mas já trabalhei como office boy. Cheguei à conclusão de que esses trabalhos são muito semelhantes, por serem praticados por pessoas jovens e estar sempre recebendo ordens", disse o cartunista.

A pré-estreia teve início com a exibição do primeiro episódio de Vida de Estagiário. Em seguida, o jornalista multimídia da TV Brasil, Arthur William, falou um pouco sobre as inovações que a série traz. Entre elas, destacam-se a transmissão da estreia pelo Facebook oficial da emissora, a criação de um twitter com conteúdo independente - @serestagiarioe - e a interatividade para TV digital. A última etapa do evento foi um debate entre Allan Sieber, o próprio Arthur William, e o professor de Mídias Globais da PUC-Rio, Luiz Léo.

A pré-estreia foi transmitida ao vivo em uma Twitcam pelo twitter da TV PUC. O portal da universidade cobriu e fez reportagens especiais.

https://tvbrasil.ebc.com.br/vidadeestagiario/bastidores/vida-de-estagiario-tem-pre-estreia-na-puc-rio